quinta-feira, 19 de março de 2015

Final da primeira etapa. Que venha mais 45....e prorrogação

Eu, em 1974, aos 4 anos.
Março de 2015 - 45 anos
Cheguei aos 45 do primeiro tempo, cheio de energia e vontade de continuar.
Conclui a primeira etapa com muitas coisas para comemorar.
Cheguei aos 45, com grandes motivos para vibrar com o que rolou até aqui. Foram muitas e belas jogadas, muitos gols.
Ah, claro, foram tantos erros também. Tantas faltas cometidas, lances duvidosos, falhas inaceitáveis. Outras tantas vezes no banco de reserva, e algumas lesões pelas entradas desonestas do adversário.
Joguei com a torcida, que em inúmeras vezes reconheceu minhas jogadas e vibrou com meus melhores lances. E na arquibancada foram incontáveis amigos a torcer.
Cheguei aos 45 do primeiro tempo, vestindo com o orgulho a camisa da vida e a compreender as decisões do meu técnico-coração.
Cheguei inteiro e feliz ao término do primeiro tempo, com o louco desejo de um segundo tempo de vitória, com direito a prorrogação, caso assim queira o Grande Juiz.
Quero um segundo tempo para vive-lo intensamente, da mesma forma desta primeira etapa. E que as falhas cometidas, e erros estratégicos, sirvam de lição para coroar de êxito este grande Jogo da Vida. Que apite o árbitro, pois estou pronto para mais 45, e com fôlego para a prorrogação.  
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- Nesta data especial, que completo 45 anos, quero agradecer a Deus pela vida e a oportunidade de - ao me corrigir a cada dia - ser um homem bom, um Humano Ser. 
Agradecer minha família, base sólida do meu caminhar, da minha formação, e do meu caráter.
Aos meus amores Cauã Lucas, Jean Carlo e Marisa Maders (amor para a vida toda).
E aos amigos, daqui e do mundo!
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...."E se chorei, ou se sorri....o importante é que emoções eu vivi...." 
- Roberto Carlos

“Não importa o retorno, o importante é que eu fiz...." 
- Celso Souza (Manotaço)

“Não se pode criar experiência. É preciso passar por ela”. 
Albert Camus

“A experiência é uma escola onde são caras as lições, mas em nenhuma outra os tolos podem aprender”. 

Benjamin Franklin

sábado, 19 de julho de 2014

Amigos são diamantes!

“Eu quero ter um milhão de amigos, e bem mais forte poder cantar...”, dizia Roberto Carlos, em uma de suas canções nos anos 70. O verso integra uma obra que se imortalizou. Trata-se de um clássico. Refere-se ao desejo de não andar só no caminho, pois, com a presença do outro, e tantos outros, a quem se chamará de amigo, é possível vencer obstáculos, trilhar por caminhos corretos, se levantar diante da queda, seguir em frente.

É também do Rei outra afirmação, cantada em versos – aliás, composta com seu parceiro Erasmo, o tremendão: “Você meu amigo de fé, meu irmão camarada...” inicia a canção Amigo, na qual referencia toda a verdade que existe na relação de amizade entre duas pessoas que sabem reconhecer o valor do outro.
“...O seu coração é uma casa de portas abertas, amigo você é o mais certo das horas incertas...”, cita a obra, lembrando também que, em muitos momentos da vida, o amigo é capaz de apontar soluções, mesmo que, com apenas palavras ou gestos de carinho. “As vezes em certos momentos difíceis da vida, em que precisamos de alguém para ajudar na saída. A sua palavra de força de fé e de carinho, me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho...”

Assim é o amigo. Assim é a amizade. Temos alguém, que em todas as circunstâncias de nosso dia a dia, agem como um pilar, a manter nossas estruturas inabaladas, mesmo diante das tragédias, das dores e incertezas. Ah, a amizade. Qual é seu valor, afinal?
Um poeta bem nosso, e que deixou saudades, Rui Biriva também enalteceu a figura deste ser que exerce um poder especial sobre nós. Na canção do amigo, o Tchê Loco cantou que a “Amizade, é dom divino da paz. É poesia e violão cantando a mesma canção, com duas vozes iguais. São os diamantes da vida que brilham nos olhos da gente. Um amigo é para sempre, um amigo é para sempre”. Sabias palavras, não? “Diamantes da vida que brilham nos olhos da gente...”.
Versos que encantam, emocionam e nos fazem ver qual o verdadeiro sentido da palavra ‘Amigo’.

Padre Zezinho, um dos mais importantes nomes do catolicismo no Brasil, e cujas obras são conhecidas na América, um dia escreveu, e cantou com maestria que amigos são “luzes que brilham juntas, velas que juntas queimam no altar da esperança...”
Relatou que amigos são “trilhos que juntos percorrem os mesmos dormentes e vão terminar no mesmo lugar. São aves que vão em bando, verso que segue verso nas rimas da vida...São barcos que singram os mares, até separados, mas sabem o porto onde vão se encontrar...
E diz, que ‘são assim os amigos que a vida me deu...’. Ou seja, resumindo, disso muito.
Mas, e então, o que você acha? Como cantou Milton Nascimento, na obra composta com Fernando Brant, “Amigo é coisa para se guardar, debaixo de sete chaves...Dentro do coração”???

Mas então, onde estão seus amigos? Já deu um abraço? Já disse o quanto eles são importantes para ti?
Hoje, no Dia Internacional do Amigo, fica a certeza, declarada e eternizada pelo Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint Exupéry: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Ou seja, o teu amigo.

.....’Amigos para sempre é o que devemos ser, na primavera ou em qualquer das estações....’

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Janeiros mudando nosso jeito de ser

Neste dia 27 de janeiro, uma das maiores tragédias de nosso país completa um ano. Notícia em todo o mundo, o incêndio que atingiu a boate Kiss, em Santa Maria-RS, deixou 242 mortos e 123 feridos. Em homenagem a todos os que partiram - e aos que ficaram com as marcas da dor, minha poesia, com carinho...

Sonhos desfeitos, assim de repente
Projetos jogados, todos pelo chão
É tão estranho ver tudo acabado
Desejos roubados, assim, sem razão.

Ficam as marcas, as cicatrizes
Que insistem em lembrar o quanto doeu
Ficam lembranças...de histórias tão lindas
Retratos da vida, que em mim não morreu.

Anjos existem, estão entre nós
Sorriso nos lábios, beleza sem fim
Estrelas que brilham, e que são nossa voz
São anjos heróis, eu sei que é assim

A juventude, que sempre é capaz
De nos mostrar que a paz vale à pena
Esta juventude não pode calar
É preciso trilhar, com amor, vida plena.

E que os janeiros de nossa história
Possam mudar nosso jeito de ser
E que o choro e nossa tristeza
Se transformem em amor, nos ensinem a viver.

Que a alegria, que é a marca dos jovens
Volte a reinar em meu coração
Que a dor que é minha - e ela eu não tinha
Me ensine a amar ainda mais meu irmão.

                                                (Claudiomiro Sorriso)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A Velhice

Estamos vivendo mais uma semana do idoso. Aqui, ali, em todo o lugar, atividades concentram atenções para o tema. 
Debate-se políticas públicas para atender homens e mulheres que conseguiram vencer etapas e chegar firmes e fortes na chamada terceira idade. 
Olha-se com mais atenção para um Estatuto criado – e que pena que tem que ser assim – para dar melhores garantias a esta importante faixa da população.
Mas tem algo fascinante na tal da “velhice”. Vejo além dos cabelos brancos, mais do que as “marcas do tempo”. Vejo sabedoria. 
Aliás, que é conquistada passo a passo, ano após ano.
Fico a imaginar, ao ver um idoso a passar por mim: quanta coisa ele tem para ensinar. Quanta experiência adquirida.
Acho linda a velhice. Mas ela me incomoda. Lembro dos meus pais, já não mais presentes e me arrependo das coisas que não pude apreciar junto deles.
Acho linda a velhice. Mas me entristece. Quando percebo que para muitos vovôs, cheios de lições, a reta final de suas vidas é a solidão em um quarto de um asilo. 
Tudo bem, que em muitos lugares, são mais cuidados do que no berço familiar. Mas tinha que ser assim?
Acho lindo a velhice. Fico feliz ao ver a vitalidade de muitos, recomeçando aos 60, ao se reencontrar nos grupos da terceira idade. Quanta festa, quanta alegria, quanta disposição.
A prova viva de que é possível sim, ter um destino diferente. De que a dor pode ficar de lado, cicatrizada, e seguir em frente.
Viver, fazer amigos, amar. É, amar!!! Quem diria. O amor está presente, vivo, apaixonadamente a chama acesa, a mostrar a beleza de tão nobre sentimento. 
“Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a . Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem, Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos aos, estes ainda reservam prazeres”, disse Sêneca. E é assim, de fato.
Eu, como já afirmara no livro “De outras Almas”, lançado por mim e Clairto Martin, em 2006, não tenho medo da velhice “afinal, é o ciclo da vida. Não são as rugas no rosto, ou os cabelos brancos (que aliás, adoro!) que me incomodam. Meu medo é me afastar da criança que mora em mim”.
Bom, nesta semana especial do idoso, que saibamos olhar o outro – e a nós mesmos – e reconhecer que o trem da vida segue seu curso, e queremos estar nele, a desembarcar felizes em muitas estações e nelas, apreciar o belo, antes da parada final.

“...Quem dera, diferente fosse
E eu não vivesse sozinho
Quando chegasse aos 70
Cercado de amor e carinho....
Que fosse meu lar, minha pátria
E que os meus continuassem ao meu lado
Mesmo com o peso da idade
Poder amar e ser amado.” (Claudiomiro Sorriso)