segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Quando eu tiver 70

 
Claudiomiro Sorriso....um sonhador, aos 10 anos




O tempo passa depressa
É como vento a soprar
Deixa marcas presentes
E um passado a perguntar


Como será o amanhã
Em que a solidão vem reinar?
Como serei afinal
Quando a velhice me alcançar?


Eu de cabelos brancos
Sentindo o peso da idade
Será que serei mais um
A questionar a saudade?


Porque não vivi os amores
E as dores de cada adeus
Porque me questionei tanto
E as vezes briguei com Deus?


Viver é amar o dia
E tudo o que nele é lindo
Entender as transformações
E dizer, Novo Tempo, bem-vindo!


Quem dera, diferente fosse
E eu não vivesse sozinho
Quando chegasse aos 70
Cercado de amor e carinho.


Que fosse meu lar, minha pátria
E que os meus continuassem ao meu lado
Mesmo com o peso da idade
Poder amar e ser amado.


                                                                           Do meu livro "De outras Almas"

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Jogue fora as pedras


O autor do texto a seguir, desconheço. Foi lido no Programa Direção Espiritual pelo Pe. Fábio de Melo na Canção Nova. 
Não farei nenhum comentário a respeito, apenas, compartilho com você caro amigo. Depois de ler, você não será o mesmo, pode acreditar!
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Certo dia, um professor atento ao comportamento dos seus alunos observou que poderia ajudá-los a resolver alguns problemas de cunho íntimo, e propôs uma atividade.
Pediu a todos que levassem uma sacola e algumas pedras, de vários tamanhos e formas para a próxima aula. No dia seguinte, orientou que cada um escolhesse uma pedra e escrevesse nela o nome de cada pessoa de quem sentiam mágoa, inveja, rancor, ou ciúme. A pedra deveria ser escolhida conforme o tamanho do sentimento.
Depois que todos haviam terminado a tarefa, o professor pediu que eles colocassem as pedras na sacola e a carregassem junto ao corpo para todos os lugares onde fossem, dia e noite.
Se alguma pessoa viesse a lhes causar sofrimento ainda intenso, eles poderiam substituir a pedra menor por uma maior. E se uma nova pessoa os magoasse, deveriam escolher uma nova pedra, escrever o nome dela e colocar na sacola. E quem resolvesse o problema com algumas das pessoas cujos nomes haviam escrito nas pedras, poderiam retirar a pedra e lançá-la fora. Assim foi feito. Algumas sacolas ficaram cheias e pesadas, mas ninguém reclamou.
Naturalmente, com o passar dos dias, o conteúdo das sacolas aumentou em vez de diminuir. O incômodo de carregar aquele peso se tornava cada vez mais evidente.
Com o passar dos dias os alunos começaram a mostrar descontentamento. Afinal de contas, estavam sendo privados de muitos movimentos, pois as pedras pesavam, e alguns ferimentos surgiram, provocados pelas saliências de algumas delas. Para não esquecer a sacola em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.
Passado algum tempo, os alunos pediram uma reunião com o professor e falaram que não dava mais para continuar a experiência, pois estavam cansados de carregar aquele peso morto, e alguns ferimentos incomodavam.
O professor, que já aguardava pelo momento, falou-lhes com sabedoria: - Essa experiência foi criada para lhes mostrar o tamanho do peso espiritual que a mágoa, a inveja, o rancor ou o ciúme, ocasionam.
Quem mantém esses sentimentos no coração, perde precioso tempo na vida, deixa de prestar atenção em fatos importantes, além de provocar enfermidades como conseqüência.
Esse é o preço que se paga todos os dias para manter a dor e os sentimentos negativos que desejamos guardar conosco. Agora a escolha é de vocês.
Vocês têm duas opções: jogam fora as pedras ou continuam a mantê-las diariamente, desperdiçando forças para carregá-las. Se vocês optarem pela paz íntima terão que se livrar desses sentimentos negativos.
Um a um, os alunos foram se desfazendo das pesadas sacolas, e todos foram unânimes em admitir que estavam se sentindo mais leves, em todos o sentidos.
A proposta era de deixar com as pedras os ressentimentos que cada uma delas representava. E isso dava a cada um a sensação de alívio.
Por fim todos se abraçaram e confessaram que naquele gesto simples descobriram que não vale a pena perder tempo e saúde carregando um fardo inútil e prejudicial.
Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.
Jogue as mágoas fora! Perdoe e deixe ser perdoado!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Um tesouro escondido


Um texto, atribuído a Olavo Bilac, caro leitor Das Coisas que Vi – e Ouvi, é o motivo de minha reflexão de hoje.
“Tesouro escondido” circula há tempos por aí, através de e-mail – em forma de texto ou com belíssimas imagens formatadas em Power Point, na maioria das vezes, com uma trilha música digna de parar com tudo o que se está fazendo apenas para apreciá-la.
A mensagem é fantástica. Fala de um homem a se desfazer de um bem, do qual não dava mais valor, por entender que ali, onde passara boa parte de sua vida não tinha mais o encanto de ‘outrora’.
Para vender sua propriedade, um pequeno sítio localizado a alguns quilômetros da cidade, ele decide então fazer um anúncio em um jornal.
O olhar poético de Olavo Bilac para o ‘produto’ à venda, fez toda a diferença.  
- Senhor Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e límpidas águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".
Assim foi publicado o anúncio. Assim, desta forma romântica e recheada de poesia, a propriedade foi colocada à venda.
Meses depois, encontra-se o poeta com o homem que, perguntado se havia sido bem sucedido na venda do sítio, surpreendentemente respondeu:
- Nem pense mais nisso. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!

Pois bem, caro leitor, onde você se encontra neste cenário literário e ao mesmo tempo tão real? Já se viu em situações assim?
Inúmeras vezes, por inúmeras razões, muitas delas tão sem sentido, nos deparamos com sensações de vazios e de que a vida perdeu a cor, o encanto.
Deixamos de ver o brilho do sol e a luz das estrelas e, diante dos problemas, vendamos nossos olhos.
Claro que há em determinadas situações um peso excessivo na carga a ser carregada, que muitas vezes chegamos a solicitar ajuda para carregarmos a cruz, a nossa cruz.
Mas, mesmo assim, é preciso buscar a energia que precisamos para prosseguir a caminhada e, na maioria das vezes, a fonte está logo ali, diante de nossos olhos e que, pela cegueira causada por nossas tristeza, deixamos de vê-la, contemplá-la.
Que façamos então como Olavo Bilac o fez. Olhamos com outros olhos, mais humanos, mais poéticos e mais profundos para nossa vida e a tudo que a nós pertence – dores e alegrias.  
Quem sabe, naquilo que insiste em nos tirar o brilho e nos trazer a lágrima, possamos encontrar o antídoto da felicidade. Quem sabe!
Tentamos, pelo menos. Mas tem que ser hoje, agora, já. Antes que, na tentativa de jogar fora aquilo que parece não ter valor, venhamos a perder o grande tesouro escondido.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Qual é tua bandeira???


Você tem bandeiras? O que você defende? Quais são os seus sonhos?
Os questionamentos, caro leitor, podem parecer – num primeiro olhar – curiosos demais, mas, se forem levados para o campo da reflexão, são partes necessárias do nosso cotidiano.
Suas respostas nos situam no tempo e no espaço. Nos fazem seguir em frente ou nos manter no ponto em que nos encontramos.
Ter bandeiras.... Está aí uma questão pertinente. Qual é a tua, afinal?
Há 80 anos, um grupo de moradores da Colônia 14 de Julho, área que pertencia ao município de Santo Ângelo, via tornar-se real um sonho acalentado. Na verdade, os pioneiros desta terra, hoje conhecida como O Berço Nacional da Soja, tinham uma bandeira, que empunharam e a defenderam: a emancipação.
Aliás, ao longo das décadas, líderes desta terra empunharam tantas outras bandeiras – tão audaciosas quanto esta que culminou na transformação da vila em município.
Sonhos acalentados e cultivados com garra, determinação e coragem.
Agricultores nas ruas, liderados pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais, cuja lembrança do movimento em defesa da terra e de melhores condições de trabalho encontram-se registradas em fotos históricas; o desejo de desportistas de ver um clube local na divisão principal, entre os melhores do Estado; a consolidação de um projeto que transformaria a economia regional com o surgimento de um frigorífico de aves; a ponte internacional ligando o Brasil à Argentina – ainda resistindo – , para citar algumas, foram bandeiras defendidas por aqui.
A luta pelas eleições diretas no Brasil, a volta da democracia, ‘os caras pintadas’ pelo impeachment de Collor (alguém lembra?), nos mostraram em um passado recente que as bandeiras podiam ser coletivas, que era necessário defendê-las.
É verdade que atualmente convivemos com uma geração que nem bandeira possui. Não briga, não questiona (será que tem sonhos?).
Está tranqüila, porque tudo a sua volta está ‘na boa’. Deu certo, ou não, não importa. A vida segue seu rumo, o rio segue seu curso. 
Se antes éramos guiados por canções que tornaram hinos (vem vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer..), hoje, os hits mostram que a vida é uma festa (sou f... na cama te esculacho, na sala ou no quarto no beco ou no carro...)
Aliás, diante de cenários desoladores, onde as manchetes insistem em querer nos convencer que tudo é normal (roubos, desvios, corrupção...), silenciamos todos, sem bandeiras para empunhar, defender.
Não aceitamos – mas também não fazemos nada. No máximo, nos indignamos, até o assunto sair das manchetes – e dar lugar a outro grande escândalo. Por quê? O rio segue seu curso. Foi sempre assim, pensamos. Isto nunca vai mudar, dizemos. E então, nos acomodamos – ou seria acovardamos?
Sem bandeiras, sem ideais para defender seguimos, convivendo com um misto de indignação e acomodação. Sei lá, vai que alguém tome coragem e faça o que é preciso fazer – pensamos. E o rio? Ah, sim, ele segue seu curso.
E as bandeiras? Quem sabe nos dignamos a empunhar alguma e – fortalecidos – possamos sair em sua defesa. Pelo coletivo. Quem sabe? 

sábado, 6 de agosto de 2011

Você no controle (remoto) pelo bem da família

Hoje volto a falar sobre um tema que merece – e muito – espaço na mídia, seja rádio, TV, jornal, Internet, ou qualquer outra forma de comunicação de massa: refiro-me à Família.
Quem me acompanha aqui no blog ou em minha coluna no Jornal Noroeste, sabe que, por inúmeras oportunidades – e por diversas formas – abordei o assunto.
Mas é preciso ir além, é preciso fazer mais para esta que acredito – como cristão – ser lugar sagrado.
E se é sagrado, tem que ser respeitado, cuidado, preservado com carinho e respeito. 
Ter família é ter base sólida, E ter um porto seguro, lugar para chamar de lar, para viver. É preciso amá-la e protegê-la, sempre.  
E quem deve fazer isto? Nós, que vivemos em família. Pois, se não fizermos, se não cuidarmos, não defendermos, valores cairão por terra e uma grande batalha – que estamos travando e talvez nem nos demos conta – será perdida.
Isto porque do lado de lá há um inimigo oculto, a usar suas armas e artimanhas, a fim de conquistar seu objetivo fim. E, a qualquer descuido, ele será capaz de conseguir seu intuito.  
Fiquemos atentos, como o pastor que cuida de seu rebanho. O lobo está aí, a circular com sua pele de cordeiro. 
Comprometemos-nos com nossa felicidade, que consiste em fazer os nossos felizes. 
Se somos do bem, que saibamos usar nossas armas, diariamente. E diante de qualquer sinal, tenhamos a clareza e nos posicionar.
Sim, porque entre tantas artimanhas daqueles que têm a pretensão de destruir a família, uma – forte e poderosa – arma, nós podemos enfrentar.
Controle remoto neles. Não precisa nem levantar da poltrona. Aperte o botão, e boa vitória, pelo bem da família. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um brinde à nossa história

Pois bem, Santa Rosa chega ao seu 80º aniversário no dia 10 de agosto. Uma data que merece ser comemorada, reverenciada, lembrada, de forma especial.
Afinal, são 80 anos da concretização de um sonho cultivado pelos primeiros moradores deste chão.
São oito décadas de história, de luta, vitórias, conquistas e superação. Mas, e desta história, caro leitor, o que você conhece? 
E mais, o que você sabe lhe foi contado na sala de aula, leu nos livros, ou foi relatado pelo vovô e vovó?
É, caro amigo, há muito mais para se desvendar desta terra, cujo progresso insiste em transformar paisagens.
Se aqui nascemos - ou escolhemos para chamar de lar – devemos procurar saber mais sobre sua história. 
Pois, Santa Rosa tem história, e não é de hoje. E trata-se de uma história que merece ser destacada, enaltecida.
O que somos hoje, em todos os aspectos, não é fruto de ações momentâneas. Crescemos passo a passo a partir da Santa Rosa Colônia, instalada em 1915. 
Não raras vezes, fico a imaginar o desafio dos que aqui primeiro chegaram. Hoje nos queixamos dos buracos no asfalto – que são muitos, é bem verdade – da falta de saneamento básico, das altas tarifas do preço da água, da luz, do telefone (e até da Internet, quando resolve sair do ar).
Mas e os pioneiros? Sem estradas, sem luz elétrica, sem água encanada, sem transporte de qualidade...Como deve ter sido um tempo difícil.
E eles superaram os obstáculos. Foram heróis. Abriram estradas, sonharam dias melhores, construíram esta cidade, com braços fortes e mãos calejadas. Deixaram a nós, uma lição.
É preciso sonhar, é possível sonhar. É preciso lutar, é possível vencer. 
Mas também, é preciso respeitar seus feitos, suas memórias. E este respeito vai além do reconhecimento. Tem que ser conhecimento. Que tal procurar saber mais sobre nossa gente, nossos desbravadores? 
Nossa história merece. Pois, se não valorizarmos o que fizeram no passado, com certeza, poderemos ser esquecidos pelos que virão depois. 
Vivamos intensamente este mês de agosto, que é histórico, por tantos acontecimentos a serem lembrados, mas, principalmente e – particularmente – pelo nosso aniversário. 
Que possamos brindar com orgulho desta riquíssima história.