sexta-feira, 27 de julho de 2012

Gentil - Gentileza


Hoje, meu caro, é dia da gentileza. Não, não está no calendário. Aliás, nem é preciso um dia específico para tal atitude. Ser gentil é pratica do ser humano, que vive em sociedade, independente de raça, cor ou religião. É caráter primordial para uma boa e agradável convivência no cotidiano.
Gentileza é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar o mundo.
Ou seja, trata-se de um atributo que vai além de cumprir regras de etiquetas. É mais do que questão de educação. O fato, é que vem de berço a prática de tal gesto.
Se fomos ensinados por nossos pais a forjarmos um caráter cuja relação com o outro passa pela arte de ser gentil, por que então ser diferente?
Aliás, o que é ser gentil? Qual a virtude de uma pessoa que exerce e pratica gestos de gentileza?
De vez em quando percebo que tal atitude tem ficado de lado, esquecida. Deu lugar a perfis diferenciados de individualismo. Acabamos por ver, aqui e ali, situações que nos fazem pensar: como pode um jovem tão cheio de vida tratar um senhor de idade daquela maneira? Cadê a gentileza? E percebemos isto nos ônibus, nas filas de bancos ou supermercados.  Aliás, vai além.   
Gentileza se trata de uma característica diretamente relacionada com caráter, valores e ética. Mais: tem a ver com o desejo de contribuir com um mundo mais humano e eficiente para todos.
Ou seja, para se tornar uma pessoa mais gentil, é preciso que cada um reflita sobre o modo como tem se relacionado consigo mesmo, com as pessoas e com o mundo.
Na convivência diária, quantos você conhece que, por falta de respeito, consideração – e até mesmo de educação – deixam de lado gestos simples como um ‘olá, como vai?’, ‘bom dia’, ou um ‘muito obrigado’....????
É, talvez pela dureza da rotina diária, ou por ideias equivocadas de que é preciso correr, correr e correr para conseguir mais – ou chegar antes – estas pessoas acabam perdendo a essência, tornando-se insensíveis, e com menos amor no coração.
Um dia o teólogo Leonardo Boff afirmou que não serão os nossos gritos que farão a diferença, mas sim a força contida em nossas ações, mesmo que as mais delicadas e integras. Ou seja. Ser gentil é fazer a diferença.
Recordo-me de uma bela canção interpretada por Marisa Monte na qual ela relata a história de uma figura carismática: o profeta Gentileza. Um paulista que se tornou uma personalidade urbana no Rio de Janeiro. Com sua túnica branca e longa barba e ficou conhecido nos anos 80 quando escrevia em paredes de um viaduto palavras gentis que acabam por mexer com as pessoas. Uma de suas frases mais conhecidas foi a que se tornou um bordão: “Gentileza gera gentileza”.
Andarilho, pregava palavras de amor, carinho e de bondade. Ele morreu em 1996.
Na canção, Marisa diz: “Nós que passamos apressados pelas ruas da cidade. Merecemos ler as letras e as palavras de Gentileza. Por isso eu pergunto a você no mundo, se é mais inteligente o livro ou a sabedoria”....
Então, sejamos gentis uns com os outros, isto só engrandecem nosso ser....Ah, e obrigado amigos pelo carinho de sempre diante de minhas palavras e o meu modo de contar ‘Das coisas que vi – e ouvi”.



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Amigos são diamantes


“Eu quero ter um milhão de amigos, e bem mais forte poder cantar...”, dizia Roberto Carlos, em uma de suas canções nos anos 70. O verso, integra uma obra que se imortalizou. Trata-se de um clássico. Refere-se ao desejo de não andar só no caminho, pois, com a presença do outro, e tantos outros, a quem se chamará de amigo, é possível vencer obstáculos, trilhar por caminhos corretos, se levantar diante da queda, seguir em frente.
É também do Rei outra afirmação, cantada em versos – aliás, composta com seu parceiro Erasmo, o tremendão: “Você meu amigo de fé, meu irmão camarada...” inicia a canção Amigo, na qual referencia toda a verdade que existe na relação de amizade entre duas pessoas que sabem reconhecer o valor do outro.
“...O seu coração é uma casa de portas abertas, amigo você é o mais certo das horas incertas...”, cita a obra, lembrando também que, em muitos momentos da vida, o amigo é capaz de apontar soluções, mesmo que, com apenas palavras ou gestos de carinho. “As vezes em certos momentos difíceis da vida, em que precisamos de alguém para ajudar na saída. A sua palavra de força de fé e de carinho, me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho...”
Assim é o amigo. Assim é a amizade. Temos alguém, que em todas as circunstâncias de nosso dia a dia, agem como um pilar, a manter nossas estruturas inabaladas, mesmo diante das tragédias, das dores e incertezas. Ah, a amizade. Qual é seu valor, afinal?
Um poeta bem nosso, e que deixou saudades, Rui Biriva também enalteceu a figura deste ser que exerce um poder especial sobre nós. Na canção do amigo, o Tchê Loco cantou que a “Amizade, é dom divino da paz. É poesia e violão cantando a mesma canção, com duas vozes iguais. São os diamantes da vida que brilham nos olhos da gente. Um amigo é para sempre, um amigo é para sempre”. Sabias palavras, não? “Diamantes da vida que brilham nos olhos da gente...”.
Versos que encantam, emocionam e nos fazem ver qual o verdadeiro sentido da palavra ‘Amigo’.
Padre Zezinho, um dos mais importantes nomes do catolicismo no Brasil, e cujas obras são conhecidas na América, um dia escreveu, e cantou com maestria que amigos são “luzes que brilham juntas, velas que juntas queimam no altar da esperança...”
Relatou que amigos são “trilhos que juntos percorrem os mesmos dormentes e vão terminar no mesmo lugar. São aves que vão em bando, verso que segue verso nas rimas da vida...São barcos que singram os mares, até separados, mas sabem o porto onde vão se encontrar...
E diz, que ‘são assim os amigos que a vida me deu...’. Ou seja, resumindo, disso muito.
Mas, e então, o que você acha? Como cantou Milton Nascimento, na obra composta com Fernando Brant, “Amigo é coisa para se guardar, debaixo de sete chaves...Dentro do coração”???
Mas então, onde estão seus amigos? Já deu um abraço? Já disse o quanto eles são importantes para ti?
Hoje, no Dia Internacional do Amigo, fica a certeza, declarada e eternizada pelo Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint Exupéry: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Ou seja, o teu amigo.
.....’Amigos para sempre é o que devemos ser, na primavera ou em qualquer das estações....’ 



sábado, 14 de julho de 2012

Das ações


Eles foram notícia na semana. Não em páginas policiais, em editorias políticas que destacavam desvios, corrupções, ou nos fatos internacionais, nas coberturas das guerras, das mortes no trânsito, da batalha fora de campo de torcidas que deixam de lado o belo do esporte para se tornar agressor, assassinos. Eles não integram estatísticas mas fazem história. E que bela história. Por que? Por suas ações.
Rejaniel de Jesus Silva dos Santos é mais um daqueles brasileiros que, ao tentar a sorte nos grandes centros, se perdeu em meio à multidão. Tornou-se morador de rua. Mais um. E no dia a dia, com trabalho simples de reciclar o lixo, tentava o pão.
Ele, e sua companheira na rua. Em baixo da ponte. Sem teto, sem abrigo, sem esperanças de dias melhores (talvez).
Ele, mais um brasileiro. Um anônimo na grande metrópole. Um ser humano, que, na essência trazia consigo o ensinamento de seus pais, com orgulho. As regras – que fizeram de si um homem honesto e educado, foram colocadas em prática.
Rejaniel, mais um Silva, mais um Jesus, mais um Santo....morador de rua, talvez rezasse a noite por dias melhores. Talvez pedisse a Deus em suas orações, mais do que proteção nas madrugadas, já que morava na rua. Quem sabe, pedia um sinal, uma oportunidade.
E eis, que ele – e sua companheira – viram notícia. E do fato, nos dão exemplo.
Encontraram R$ 20 mil. Uma grana preta, para quem nada tem. Ali, a solução dos problemas. Mas ser honesto foi o que aprendeu no berço. E a regra falou mais alto.
Os R$ 20 mil, que bandidos haviam roubado de um restaurante, e agora encontrados pelo casal, tiveram um destino: retornaram para a mão dos donos, dos verdadeiros donos. As vítimas, não pensaram duas vezes. Ao verem tamanho gesto de honestidade, retribuíram à altura. Ofereceram, comida, palavras de carinho e de agradecimento. E mais, a oportunidade daqueles moradores de rua terem de volta a dignidade. Eles terão trabalho, salário e condições para saírem das ruas da grande metrópole.   
Voltam a sentir-se cidadão, de fato.
Uma notícia a ser compartilhada. Um tema ser debatido em nossos lares. Como pais e educadores temos que dar exemplos. E eis um à altura.
E vivam as boas ações...e seus resultados.
E para reflexão, a nova canção de Daniel, que tem tudo a ver com o tema....
"Pra ser feliz" 



sábado, 7 de julho de 2012

Um pouco de si, de nós


Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha. É porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós.
Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.
As palavras são de Charles Chaplin, o mestre, e revela uma sublime verdade. Não estamos sós neste universo, mesmo se nossa opção for viver solitariamente. Neste mundo, atualmente de 7 bilhões de seres, somos mais um, mas somos no contexto, a soma. Assim caminha a humanidade.
E neste caminhar, encontramos-nos um com o outro, e neste encontro do cotidiano, somos levado à experiência da convivência.
Juntos, aprendemos a conviver, mesmo diante às diferenças do outro – e nossas. E neste aprendizado crescemos.
Mas, e quando partimos? Quando deixamos (ou somos deixados) o outro, a prosseguir nossa estrada, o que fica?
Sim, meu caro, Charles Chaplin, foi magnífico, ao fazer tal afirmação: “Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós”.
Do encontro, da convivência, das relações humanas, damos – e recebemos – o melhor. É necessário que seja assim. É imprescindível que saibamos interpretarmos e nos observarmos melhores do que antes, a partir de cada experiência adquirida. Não é assim com os erros? Vai dizer que não aproveitamos a experiências das iniciativas mal sucedidas para colocá-las ao nosso favor em um novo cenário, uma nova decisão? Amadurecemos, crescemos. E assim, nos tornamos mais fortes.
O outro, que passa em nossa vida, nos deixa melhor, nos faz melhor, porque nos oferece o que tem de bom. Seja na amizade compartilhada, no amor vivido, não importa. Depois do primeiro encontro já não somos os mesmos. Quem segue, deixa sim em nós um pouco de si, de seu jeito de ser, de sua forma de olhar a vida, de amar. E ao seguir, leva também o que de nós foi revelado.
Que experiência fantástica. Não somos os mesmos. E que vai em frente, também.
O diferencial disto tudo é que temos a oportunidade diária de fazer com que o outro leve consigo o que de bom temos. Isto servirá para que a caminhada do Humano Ser, seja mais aprazível, e que, com a experiência da troca, todos saibam reconhecer o valor. E assim, crescer.
"Fica sempre o cheiro de perfume nas mãos de quem oferece flores". 
Que possamos ser assim, os que cultivam rosas e distribuem, independente de quem quer que seja o outro.