quarta-feira, 20 de julho de 2011

Para não dizer que não falei....de amigos

O texto a seguir, publiquei em dezembro de 2010 e foi um dos mais comentados entre os leitores de meu Blog. Hoje, de forma especial – e proposital – resgato-o para lembrar o Dia Internacional do Amigo.
Que possamos refletir sobre o tema e saber reconhecer a importância de termos amigos. Eles são, como cantou Padre Zezinho, rios que não confluem, mas vão paralelos. 
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Há uma canção de Osvaldo Montenegro que mexe muito comigo. Sabe aquelas composições, carregadas de uma bela melodia e interpretação primorosa, cuja letra parece ter sido feita para você? Toda vez que você a ouve, parece ouvir sua história.
De amores bem vividos ou não correspondidos, chegadas e partidas, não importa. Tem músicas que resumem algum momento de nossas vidas. Até porque, o próprio autor, em momento de inspiração, colocou um pouco de si no enredo. Pois é, A Lista, é assim.
É questionadora, faz refletir. Ela é - digamos – um puxão de orelha para todos nós que, neste mundo tão competitivo, “vivemos” a correr intensamente, sem reservar tempo para olhar para o lado e apreciar flores a desabrochar na primavera, ouvir o canto dos pássaros em uma bela manhã de verão ou até mesmo, arrancar sorrisos ao dar um bom dia ao porteiro de um prédio ou à senhora – cheia de sonhos de uma vida melhor – que varre a rua. Nestes momentos, apressamos o passo, preocupado em cumprir as metas estabelecidas para este dia. É amigos, cumprir metas estabelecidas. Se ontem ultrapassamos nossas metas. Hoje, iniciamos mais um dia, com metas mais audaciosas, que devem ser cumpridas – custe o que custar.

Mas, e A Lista? O que ela tem a ver com este tema que ora abordo? Bom, nos faz ver que, ao corrermos diariamente, em busca da vitória, do sucesso profissional, do dinheiro, estamos deixando de lado um valor imprescindível: a amizade. “Faça uma lista dos grandes amigos....Quem você mais via há 10 anos atrás. Quantos você ainda vê todo dia....Quantos você já não encontra mais?”. Assim começa a canção. De cara já nos sacode. Em 10 anos tantos amigos novos. Pessoas legais, mas, e os bons e velhos amigos? Onde estão? Como nos deixamos distanciar?
Dia desses, ao olhar álbuns de fotografias, meu filho perguntou quem eram aquelas pessoas em momentos diferentes ao meu lado. Um filme passou em minha memória. Quanta lembrança. As fotos permaneceram – como eram boas aquelas Kodak – mas e os amigos???
Hoje, há uma geração que coleciona amigos. Quanto mais, melhor. Mas é uma relação diferente de outrora. MSN, Orkut, Facebook. Eles tem milhares. E neste mundo virtual, partilham informações, fotos, pensamentos, sentimentos. Uma ou outra vez, quando não concordam um com o outro resolvem de uma maneira bem prática o problema. Delete.
Mas Osvaldo Montenegro vai além em sua filosófica canção. “Faça uma lista dos sonhos que tinha... Quantos você desistiu de sonhar!...Quantos amores jurados pra sempre...Quantos você conseguiu preservar...Onde você ainda se reconhece, na foto passada ou no espelho de agora?..Hoje é do jeito que achou que seria...Quantos amigos você jogou fora?”.

Sem dúvidas, vai fundo em questões tão pertinentes e que merecem reflexão.

Deixamos-nos envolver nesta metáfora: A Lista.

Vamos resgatar o que ainda não está perdido. Trazer para a realidade coisas tão belas que ainda permanecem em nossas lembranças. E que o grande amigo do passado, não seja apenas o da foto amarelada pelo tempo. Que ele possa estar, como cantou Milton Nascimento, “guardado a sete chaves, no lado esquerdo do peito!”, mas, principalmente, ao nosso lado. Sejamos felizes, sem complicações.

sábado, 16 de julho de 2011

O Choro do Homem

“Um homem também chora, menina morena,
Também deseja colo, palavras amenas...
Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura...”


A canção, composta por Gonzaguinha, já imortalizada como um dos clássicos da Música Popular Brasileira (MPB) serve de reflexão para os dias atuais. Corremos, corremos, corremos, dizendo para nós mesmos que somos fortes, guerreiros, heróis, pois cumprimos nossas tarefas, por mais
desafiadoras que elas sejam, vencemos nossas metas, por mais audaciosas que se apresentem.
E esquecemos do Humano ser que somos, pois a sociedade nos impõe sermos os melhores, cada vez mais.
Mas como lembra Gonzaguinha – aliás, na canção também interpretada com maestria por Raimundo Fagner, “Guerreiros são pessoas, tão fortes, tão frágeis. Guerreiros são meninos, no fundo do peito... Precisam de um descanso, precisam de um remanso....precisam de um sono que os tornem refeitos...”

E por que não? Por que não podemos nos dar o luxo de silenciarmos às vezes, desligarmos as turbinas por um período, recompor energias e assumirmos nosso papel de Humano?
É Gonzaguinha!!! Um homem também chora e, como tão bem afirmou em sua canção é triste vê-lo guerreiro menino, com a barra do seu tempo por sobre seus ombros.


O tempo passa, depressa, que as vezes nem percebemos que mais do que lutar, é preciso viver.
Portanto, vivamos com a certeza de que dias melhores virão. Vocês verão!


“Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver”. - Dalai Lama

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Você sabe dizer “Eu te amo?”

Não é de hoje que o cotidiano das pessoas está – definitivamente – mudado.
Novos ingredientes neste mundo ‘globalizado’ foram diferenciando o novo jeito de ser das pessoas.
Bom ou não, pensamos diferentes dos nossos pais. E as informações, a um clic de nossos dedos, estão aí a acrescentar conhecimentos.
Pensamos no macro e - por conseqüência, acabamos esquecendo do micro. Sim caro leitor, das pequenas coisas que somadas ao todo, são capazes de fazer a diferença.
Salvo às exceções, ama-se com mais facilidade. Mas também, na mesma proporção – odeia-se. As pessoas se toleram menos – veja como exemplo a impaciência no trânsito. Como o sinal sonoro de uma buzina é capaz de mexer no lado menos humano do Ser?
Acredita-se em fatos contados na mesa de um bar, sem saber de sua veracidade e – a partir desta ‘verdade’ a informação é repassada, compartilhada, difundida.
Não somos os mesmos, é fato.
Gostamos, amamos, sentimos. Mas temos uma dificuldade enorme de manifestar tais sentimentos. Se não, me diga: você sabe dizer “Eu te amo?”
Caro leitor, você como pai, expressa com freqüência o que sente aos seus filhos? Você, como filho, consegue dizer aos seus pais que os ama? Mas dizer olhando em seus olhos e, desta forma, sem medo, sem vergonha, falar do amor que sente e o que isto lhe representa?
Conheço muitos que afirmam não conseguir “tal façanha”: dizer eu te amo!
Tantos outros, que hoje nutrem sentimento de culpa, ao lamentarem ter visto o tempo passar e seus ‘velhos’ partirem, sem que proferissem – ou ouvissem de seus lábios – um terno e infinitamente belo “Eu te amo”!
Existem as regras, mas existem as exceções. Onde você se encaixa? Acredita ter tempo – e ser necessário – mudar para ser feliz?
Acredito que sim. Aliás, pelo bem da família, é necessário sim.
Por tanto, olhe ao seu redor neste momento e viva a rica experiência do amor e a oportunidade que você tem. Comece agora, comece já....diga para quem está do seu lado e para ti é importante: “Eu te amo”!

“Eu muitas vezes vi meu pai chegar cansado,
mas aquilo era sagrado, um por um ele afagava.
E perguntava, quem fizera estrepolia?
E mamãe nos defendia, e tudo aos poucos se ajeitava...” (Utopia - Padre Zezinho)

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Conhecer a Deus e si próprio

Fui surpreendido dias atrás ao ouvir a canção “Deus cuida de mim”, gravada por Kleber Lucas em 1999. Uma melodia que toca profundamente com seus acordes e uma letra que reflete nossa condição humana e a relação com um ser supremo, que acredito existir, ser forte, ter poder.  “Eu preciso aprender mais de Deus, porque Deus cuida de mim”, diz a canção deste carioca, expoente da música evangélica. Profundo.
Se eu preciso, caro leitor aprender mais sobre Deus, que me ama, me cuida e me da coragem para seguir em frente, preciso também aprender mais, muito mais, sobre mim mesmo.
E este é um desafio constante, você não acha? Aprender sobre mim. Mas por que isto seria necessário? Também me questiono.
“Conheça-te a ti mesmo”, já afirmara Sócrates, o filósofo.
Avalie: você é importante na vida de alguém? Há alguma pessoa importante para sua vida? Já parou para pensar o quanto é bom saber que alguém cuida da gente e nos encoraja a seguir?
Pois é, caro amigo, vivemos a experiência da caminhada, sempre nos desafiando a enfrentar situações diferenciadas dia a dia.
Se eu for melhor, através do policiamento diário, vou ser melhor para o outro. E, sendo assim, farei valer o mandamento, que sinaliza o amor ao próximo. Difícil? Sim, mas, simplesmente fantástico.
Lembre-se: você não será capaz de amar ninguém, se seu coração se ocupar com o ódio.
E neste particular, tenha a certeza de que não deve decorar sua vida com a pedra jogada pelo outro. Sério! Atire-a fora.
Não vale à pena carregar isto para sua vida, não vai somar nada na estrada, pelo contrário.
A cruz que cada um tem que carregar ficará mais pesada, e o sabor da caminhada mais amargo se cultivarmos o ódio em nosso coração e se permanecermos rancorosos, valorizando o mal que o outro fez.
Lembre-se desta verdade: não importa o que você tem na vida, mas sim, quem você tem na vida.
Quanto a canção, vale o refrão: Deus cuida de mim na sombra das suas asas, Deus cuida de mim, eu amo a sua casa. E não ando sozinho não estou sozinho, pois sei.......Deus cuida de mim.
Acredite.

“Deus espera mais em mim mais
do que eu espero nele...Deus me ama
Confia mais em mim mais do que eu confio nele...
Deus me ama” (Padre Zezinho)