domingo, 18 de dezembro de 2011

Futuro-Passado

Pois bem, 2011 se aproxima do fim. Foi o ano das comemorações do 80º aniversário de emancipação de Santa Rosa e também da Associação Comercial.
A cidade que hoje conhecemos, construída por muitas mãos e muitos sonhos, será que é a projetada pelos pioneiros desta terra? A resposta, não a temos, mas sabemos que muita coisa aconteceu para chegarmos onde chegamos.
Mas, como será Santa Rosa daqui há 80 anos? E o mundo? E a humanidade?
Não, caro leitor, não é preciso dar respostas. Não é esta a intenção.
Pois bem, em 1931, o jornal New York Times, ao completar seu 80ª aniversário fez esta pergunta. Como o mundo vai estar daqui a 80 anos?
Algumas personalidades da época, escreveram nas páginas deste importante jornal, o que pensavam sobre o assunto.
Era sem dúvidas, uma difícil missão, pois, como fazer previsões o amanhã, baseado apenas no hoje? Como imaginar um cenário futurista, e ainda discorrer sobre o homem, neste processo de evoluir, se ainda não se conhece este ser profundamente?
Mas eles se posicionaram, e é esta posição que trago hoje, para uma reflexão.
Os artigos do NYT renderam previsões como as de William Ogburn, sociólogo americano que dizia: “em 2011, a mágica do controle remoto será algo banal”, e “daqui a 80 anos as pessoas serão mais nervosas, e as desordens mentais vão aumentar”. Pois é, amigos, qualquer semelhança é mera coincidência.
Por outro lado, o próprio Ogburn escreveu que “a pobreza será eliminada e a fome, como força motriz das revoluções, não será mais um perigo”. Consegue avaliar o cenário atual, meu caro?
O sociólogo foi mais longe. Disse que via a família como algo que não podia ser destruído, mas apostava que esta instituição seria “menos estável” no futuro. “A taxa de divórcios será bem maior do que a de agora. A vida das mulheres será mais como a dos homens, elas vão passar mais tempo fora de casa.”....Sim, ele apontou isto há oito décadas.
Pois, Henry Ford, o fundador da Ford Motors, empresa que revolucionou a indústria automobilística, escreveu que o progresso mais significativo da humanidade até 2011 seria “perceber que não tivemos tanto progresso quanto o barulho do nosso tempo sugeria que faríamos. Não que o futuro não prometa muitas coisas. Pelo contrário, promete tantas que o presente se torna monótono na comparação. Mas temos que entrar no futuro por uma antessala, um caminho de autoanálise, e com certa penitência por nossa estupidez passada.”
Ford achava que, neste ano (2011), os homens falariam menos sobre consciência social e mostrariam mais evidências de ter realmente feito as tais coisas sobre as quais falavam. “O único lucro da vida é a própria vida. E eu acredito que, nos próximos 80 anos, teremos mais sucesso em propagar este lucro”. - Sábias palavras.
Já o físico Arthur Compton, ganhador do prêmio Nobel, destacou que haveria um fenômeno de integração mundial. “A comunicação impressa, verbal e pela televisão será muito mais comum do que é hoje, de modo que o mundo todo será como uma grande vizinhança”.
Bom meus caros, aparentemente, brincou-se de adivinhar o futuro, mas confesso achar o fato fantástico. Afinal, todos nós temos o desejo de saber como será o amanhã, mesmo que seja ele, distante.
E você, já parou para pensar como será o mundo – e a humanidade – daqui a 80 anos?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Um valioso tesouro


A sabedoria popular nos ensina que “quem tem um amigo tem um tesouro”. Já, um provérbio árabe aponta que “pode-se viver sem um irmão, mas não sem um amigo”.
A verdadeira amizade é aquela em que o outro está sempre a se doar. O identificamos por seus posicionamentos diante das adversidades e desafios que insistem em nos tirar do trilho. E eis que ele surge, com uma palavra de conforto, conselho, mão amiga, a nos acolher.
Como um anjo, nos aceita como somos, sem críticas, sem censuras, e a nos compreender, mesmo diante de nossos erros, defeitos, limitações.
Amigos são assim. De forma poética, Milton Nascimento afirmara em sua eterna “Canção da América”, que eles são coisas pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração.
E de fato, o são.
Neste momento, quantos você sente que estão aí, neste peito a pulsar, a lembrar a amizade tão bela que em outrora o ajudou a se tornar no ser que é agora?
É meu caro, como destacou Antoine de Saint-Exupéry em seu inesquecível O Pequeno Príncipe, “foi o tempo que investiste em tua rosa que fez tua rosa tão importante”. E são verdadeiramente sábias estas palavras. O tempo em que dedicamos a cultivar nossas relações, a valorizar nossas amizades é que transformará o outro, no amigo de verdade, para todo o sempre.
Na mesma obra, e de forma tão sublime, o escritor francês surpreende ao apontar, em um diálogo entre uma raposa e o príncipe, uma verdade absoluta: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.
Profundo. Conquistamos a amizade do outro e, para todo o sempre, nos tornamos responsáveis por ele. Se há a verdade na amizade é assim que tem que ser.
Lembro-me de uma mensagem, que há muito tempo circula por aí. Trata-se da história de menino que pede para a mãe autorização para ir ao hospital visitar um amigo muito doente.
A mãe pergunta por que ele quer ir lá, já que o quadro era desolador e irreversível, e, diante da insistência, o deixou ir.
Na volta, relatou a triste cena. O amigo morrera em sua frente, não antes afirmar: “Eu tinha certeza que você vinha!”.
Isto não tem preço. Amigos são assim. Mais que irmãos. São abrigo, fortaleza. Respostas para nossas dúvidas, mesmo que expressada em um forte e silencioso abraço.
Aos meus amigos, de longe e de perto, o convite: cuidemos, pois do grande tesouro de nossas vidas, a amizade.    

- Dedicado a alguém especial, que ao apertar a mão, me acolheu em seu coração.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O Fim

Dezembro. Outra vez. O mês da véspera, o que antecede ao novo, que logo chega, cheio de expectativas.
Mês de férias, mês da praia, dos clubes, do verão afinal.
Mês do balanço, de por à mesa as cartas. De analisar a caminhada, rever conceitos, atitudes, ações.
O 12º mês do ano é assim. É diferente.
Um misto de angústia e saudades. Angústia por não se atingir metas e objetivos propostos ainda no dezembro anterior. E saudade das coisas boas que aconteceram ao longo do percurso.
É dezembro, outra vez. E olhamos para trás e para si. E nesta condição, prospectamos novos desafios, amplos projetos e fazemos promessas. – No ano que vem será diferente, com certeza! Será?
Então, eis a novidade. Se é fato, que neste período, em meio a sensações de cansaço da ‘lida’ convivemos com um turbilhão de pensamentos e emoções por refletir sobre a vida, também é verdade que dezembro chega para nos mostrar que podemos viver uma importante experiência: a da esperança.
Sim, meu caro, esperança. Após arrancarmos da parede a última folha do calendário, e ali mesmo aplicarmos simbolicamente o novo ano que chega, afirmamos o propósito de recomeçarmos. É como se zerássemos o cronômetro, dando assim, uma nova partida.
Temos, pois, a oportunidade dos ajustes, das correções, e, sob tudo, da renovação. Renovar projetos, reforçar nossos laços e acreditar que uma nova era vem vindo, e, com ela, a nossa felicidade plena. Afinal, merecemos, ou não??!
Logo é o dia da virada, da festa, da alegria e da renovação.
Entre beijos, abraços e lágrimas de emoção, ao som de um “adeus ano velho, feliz ano novo....” prometemos que seremos melhores, que seremos felizes, que seremos...
Pois bem. Vamos nos corrigir, nos policiar, nos preparar e, daqui a 365 dias dizer: estou muito melhor. Atingi meus objetivos. Conquistei meus sonhos. Vivi intensamente um Feliz Ano Novo. Venci.
Ser real tudo isto, só depende de nós, você e eu. Façamos, pois, valer à pena!

...Eu vejo a vida, melhor no futuro
Eu vejo isso por cima de um muro, de hipocresia que insiste
em nos rodear...
Eu vejo a vida mais clara e farta, repleta de toda satisfação
que se tem direito, do firmamento ao chão...(Tempos Modernos – Lulu Santos)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Vida

Dorme tarde, acorda cedo e a rotina começa. Mais um dia para cumprir etapas. Mais um dia de desafios, de metas estabelecidas, de cobranças – por parte dos outros, e de si mesmo. 

É a casa – e seu orçamento doméstico -, os filhos, o trânsito louco e estressante, as tarefas diárias e o sonho de vencer. Este é o ritmo frenético de muitos, de todos.
Homens e mulheres que em comum trazendo o desejo de serem – e fazerem – melhor.
Bom, mas algo não está certo neste contexto.

Corre-se muito, atrás dos sonhos, luta-se pelos ideais, se projeta tantos acontecimentos, e se esquece do essencial. Somos humanos, não máquinas. Temos sentimentos, e sensações.
E nesta busca, que inclui competitividade, nos imaginamos invencíveis. E, quando menos se espera, caímos. Tombamos derrotados. Por que? Temos limitações e o corpo dá sinais de que estamos avançando, desprotegidos. 

Semanalmente recebo a notícia de um amigo, ou conhecido, sendo surpreendido – na prática - com sinais de que cometeu excessos. E sente. E ao sentir cai. E ao cair, mais do que o susto (quando não for tão grave assim) percebe que recebera um recado. Dentro do peito bate um coração.

Assim como um carro precisa de manutenção, cuidados especiais, para que o motor possa estar em pleno funcionamento e dar o rendimento esperado, assim somos nós, seres humanos. Acontece que esquecemos. Nos vemos fortes, grandes, heróis até....E então, somos surpreendidos e, desta forma, chamados a reflexão.

Alguns não tem uma segunda chance. Já disse adeus a muitos. A outros é dado a oportunidade da correção – eu é que digo. 

Então, se há uma nova chance, que saibamos pois, aproveitá-la.

Afinal de contas, o tempo passa e daqui, nada se leva. Vivamos pois, a alegria de compartilhar sentimentos, de sonhar coisas boas e de vencer, com tranqüilidade. Se não chegou ainda, é porque ainda não é a hora. Sigamos nosso caminho, passo a passo, sem ultrapassar limites, a menos que nosso desejo maior seja receber o título de herói. Aliás, um herói que partiu cedo, antes da hora, com seus sonhos de uma vida melhor.

Pense nisso e viva!  E para refletir: Assista Padre Fábio de Melo - Vida http://www.youtube.com/watch?v=Y_QTbawfm4w  

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Chance de amar

No último sábado dediquei algumas horas do meu dia de folga para dar força a um grande amigo, que acabara de perder sua mãe. Velório é fogo, não é verdade? Muita tristeza presente, saudade doída....

Não tenho jeito. 
Não estamos preparados para a morte, para a perda.
Bom, entre os mais fortes no meio a tantas lágrimas, estava ele, meu amigo, que transmitia uma imagem de tranquilidade, sobriedade. Falou-me ele que era assim que estava se sentindo.
Dizer o que nesta hora? Pus-me a ouvir suas palavras.
Em sua narrativa, a certeza de que não estamos preparados para despedidas, mesmo que o ente-querido esteja a dar seus últimos sinais de vida no leito de uma UTI. Sempre achamos que não será agora, que vai passar, que o diagnóstico do médico está errado e, então permanecemos à espera de um milagre.
Mas algo foi diferente naqueles últimos 12 dias em que a família se dividiu entre trabalho, lar e hospital. Relatou-me a experiência vivida. Aliás, uma experiência que vai ficar para todo o sempre.
Disse ele que nas horas derradeiras, com a mãe consciente, aproveitou cada segundo que esteve ao seu lado. Disse-lhe coisas que não havia dito até então. Demonstrou carinho, afeto e cuidados especiais, a exemplo do que – talvez ela, em seu papel de mãe, por muitas oportunidades havia feito no passado. E foi bom demais. Para os dois.
- Claudio, mimei demais minha mãe nestes últimos dias, enquanto ela estava consciente - disse-me ele com um olhar de felicidade, relatando que haviam falado um para o outro coisas que nunca disseram. Tudo por falta de coragem, oportunidade? A pergunta fica no ar caro leitor.
Por que tem que ser assim? Por que desperdiçamos parte de nossa vida e de nossa história e perdemos lindas oportunidades? Por que, nesta busca do ter, que nos rouba a paz e o sossego muitas vezes, esquecemos do ser? 
Em seu livro “Carta entre amigos”, do padre Fábio de Melo e Gabriel Chalita, o sacerdote narra em determinado capítulo a conversa que teve com uma jovem senhora, que contou com tristeza a notícia de que seu pai estava no leito de morte, restando pouco tempo de vida.  Fábio de Melo ficou surpreso quando ela disse que naquele dia havia saído de casa após trinta dias fechada em seu apartamento, na mais profunda depressão. Lugar este, que pretendera voltar. Motivo: a vida perdera o sentido desde que seu pai fora acometido de uma doença terminal. Ele teria apenas três meses de vida.
O padre se surpreendeu. - Seu pai está no leito do hospital e, ao receber a notícia, você prefere se trancar num quarto sozinha esperando a morte chegar? Já se passaram 30 dias e você perdeu um mês desta bela oportunidade de permanecer ao lado dele, segurando em sua mão e dizer o quanto a ama e é importante para você. Trata-se de uma oportunidade para crescer, aprender, corrigir. Faça valer esta oportunidade que recebe do Criador. 
No livro, o sacerdote encerra dizendo não saber do final desta história.

A do meu amigo eu sei. Ele foi grande, e fez valer a oportunidade recebida. Aprendamos pois, a lição. 


Para refletir: entrevista de Reinaldo Gianecchini ao Fantástico:

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Na Xuxa outra vez

Há um ano estreava no Jornal Noroeste a coluna “Das coisas que vi”. Entre os primeiros assuntos abordados, a presença da menininha Vitória Brun, como uma das concorrentes do Top Mirim, do programa TV Xuxa, da Rede Globo.
Na época, enalteci ser o fato orgulho para Santa Rosa.
Durante três programas, Vitória, hoje com cinco anos, esteve no ar, ao lado da rainha dos Baixinhos, competindo com inúmeras outras crianças de sua idade.
Chegou à semifinal. E, de lá para cá, viu tanta coisa acontecer.
Assinou contratos publicitários, tornou-se Mini Miss Rio Grande do Sul e, no último final de semana, venceu concurso que lhe rendeu o título de Mini Miss Brasil Universo.
As transformações da pequena Vitória tiveram início a partir do palco de Xuxa.
Na oportunidade destaquei que sua participação no programa pela Rede Globo foi uma das melhores ações na relação Santa Rosa e a Rainha dos Baixinhos dos últimos anos.
Por que? Porque parece que a cidade esqueceu o fato de que Xuxa, é a Maria da Graça Meneghel, que nasceu no hospital de Caridade de Santa Rosa e, portanto, filha desta terra.
É claro que algumas ações foram desenvolvidas nos últimos anos, mas são tímidas, se comparadas com.... bom deixamos pra lá este assunto.
Quero só destacar aqui o orgulho renovado.
Santa Rosa outra vez na Xuxa.
Sim, desta vez, pela dança (eu sempre disse que esta turma iria longe...).
Pois bem! Eduardo Alcântara, o Dudu, e Fabiana Rauber, a Fabi, integrantes da Companhia Santa Rosa em Dança, foram selecionados e, na terça-feira, gravaram participação no programa de Xuxa Meneghel.
No palco, bateram papo com a rainha, falaram da cidade, e da dança.
Aliás, participaram do quadro “To na Xuxa com Fly”. Isto mesmo, o coreógrafo da Globo, que há duas semanas esteve por aqui, a convite de Jorgete Hilbig, sendo jurado do festival Santa Rosa em Dança.
Fly gostou do que viu. Fly adorou ter estado aqui, na Terra da Xuxa. E no programa, relatou tudo o que sentiu.
O programa, que mais uma vez deu espaço ao talento de santa-rosenses, vai ao ar no dia 3 de dezembro, um sábado, a partir das 15h.
Primeiro foi Vitória, há um ano, a desfilar no palco de Xuxa.
Agora, Dudu e Fabi, que, com orgulho e emoção, estiveram cara a cara com a ilustre santa-rosense, mostrando o amor pela dança.
Pois bem caro amigo. Santa Rosa outra vez, no palco da Xuxa. A cidade natal da apresentadora ali representada por seus talentos.
Estaríamos nós a receber sinais? E será que saberemos interpretá-los?
Xuxa, dona de uma carreira brilhante é de Santa Rosa. Aqui nasceu e viveu seus primeiros anos. Quando a cidade vai entender a importância disso?
Quando?








quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Um vôo alto e tranqüilo

Um jovem piloto experimentava um monomotor muito frágil, uma daquelas sucatas usadas no tempo da Segunda Guerra, mas que ainda tinha condições de voar…
Ao levantar vôo, ouviu um ruído vindo debaixo de seu assento. Era um rato que roia uma das mangueiras que dava sustentação para o avião permanecer nas alturas.
Preocupado pensou em retornar ao aeroporto para se livrar de seu incômodo e perigoso passageiro, mas lembrou-se de que devido à altura o rato logo morreria sufocado.
Então, voou cada vez mais e mais alto e notou que acabaram os ruídos que estavam colocando em risco sua viagem conseguindo assim fazer uma arrojada aventura ao redor do mundo que era seu grande sonho…

Moral da história:
Se alguém o ameaçar, voe cada vez mais alto… Se alguém o criticar, voe cada vez mais alto…Se alguém tentar destruí-lo por inveja e fofocas, e por fim, se alguém o injustiçar…..voe cada vez mais alto…
Sabe por quê? Os ameaçadores, críticos, invejosos e injustos são iguais aos ratos….. não resistem às grandes alturas!
Esta é uma estória contada por aí, em encontros motivacionais, em momentos de busca de superação.
O vôo do rato é uma metáfora perfeita para os acontecimentos do cotidiano.
Quantas vezes nos vimos impossibilitados de seguir nosso trajeto devido às interferências dos outros, que, com suas armas e artimanhas tentando, de todas as formas nos derrubar, puxar o tapete, ou nos roubar o céu.
Eles são fortes, poderosos, mas só se nós nos amedrontarmos. Caso contrário desistirão no primeiro momento em que mostramos do que somos capazes. Que estamos preparados para as críticas e vacinados contra a maldade, a inveja e todo o tipo de mal, que no fim das contas, atingirá a si mesmo.  
Conheço muitos assim. Sofrem por antecipação. Se alegram com as tragédias e derrotas dos outros e integram a torcida do contra. “Não vai dar certo, estou dizendo”! Afirmam antes mesmo de começar.
Se não deu, mesmo que não tenham feito absolutamente nada para cooperar, estufam o peito e, em alto e bom som, alfinetam: eu não disse?  
Mas se o resultado for o contrário. Se o que não deu certo foi a torcida. Se o sucesso do outro veio em forma de troféu e a ele foi reservado o melhor lugar no podium, impera o silêncio. Cala-se derrotado, mesmo que não tenha competido. Sofre, porque, ao contrário do que pensara, o vencedor triunfou, corajosamente.

“Quem afirma que não é feliz, poderia sê-lo com a felicidade do próximo, se a inveja lhe não tirasse esse último recurso” - Jean de La Bruyère

Um vôo alto e tranqüilo

Um jovem piloto experimentava um monomotor muito frágil, uma daquelas sucatas usadas no tempo da Segunda Guerra, mas que ainda tinha condições de voar…
Ao levantar vôo, ouviu um ruído vindo debaixo de seu assento. Era um rato que roia uma das mangueiras que dava sustentação para o avião permanecer nas alturas.
Preocupado pensou em retornar ao aeroporto para se livrar de seu incômodo e perigoso passageiro, mas lembrou-se de que devido à altura o rato logo morreria sufocado.
Então, voou cada vez mais e mais alto e notou que acabaram os ruídos que estavam colocando em risco sua viagem conseguindo assim fazer uma arrojada aventura ao redor do mundo que era seu grande sonho…

Moral da história:
Se alguém o ameaçar, voe cada vez mais alto… Se alguém o criticar, voe cada vez mais alto…Se alguém tentar destruí-lo por inveja e fofocas, e por fim, se alguém o injustiçar…..voe cada vez mais alto…
Sabe por quê? Os ameaçadores, críticos, invejosos e injustos são iguais aos ratos….. não resistem às grandes alturas!
Esta é uma estória contada por aí, em encontros motivacionais, em momentos de busca de superação.
O vôo do rato é uma metáfora perfeita para os acontecimentos do cotidiano.
Quantas vezes nos vimos impossibilitados de seguir nosso trajeto devido às interferências dos outros, que, com suas armas e artimanhas tentando, de todas as formas nos derrubar, puxar o tapete, ou nos roubar o céu.
Eles são fortes, poderosos, mas só se nós nos amedrontarmos. Caso contrário desistirão no primeiro momento em que mostramos do que somos capazes. Que estamos preparados para as críticas e vacinados contra a maldade, a inveja e todo o tipo de mal, que no fim das contas, atingirá a si mesmo.  
Conheço muitos assim. Sofrem por antecipação. Se alegram com as tragédias e derrotas dos outros e integram a torcida do contra. “Não vai dar certo, estou dizendo”! Afirmam antes mesmo de começar.
Se não deu, mesmo que não tenham feito absolutamente nada para cooperar, estufam o peito e, em alto e bom som, alfinetam: eu não disse?  
Mas se o resultado for o contrário. Se o que não deu certo foi a torcida. Se o sucesso do outro veio em forma de troféu e a ele foi reservado o melhor lugar no podium, impera o silêncio. Cala-se derrotado, mesmo que não tenha competido. Sofre, porque, ao contrário do que pensara, o vencedor triunfou, corajosamente.

“Quem afirma que não é feliz, poderia sê-lo com a felicidade do próximo, se a inveja lhe não tirasse esse último recurso” - Jean de La Bruyère

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sem respostas...

Tento compreender. Não consigo. Busco respostas, não as encontro. Fica o gosto amargo da impotência, da derrota, da desilusão.
São notícias que chocam, que machucam, que entristecem.
O que leva homens a agredir uma pessoa na rua, até roubar-lhe a vida? Agressões que doem na pele, na alma, não só da vítima, mas dos familiares, dos amigos e também da sociedade.
Isto mesmo, meus caros, a agressão sofrida recentemente por um cidadão em Santa Rosa, por malandros que queriam seu dinheiro, também doeu em mim, e acredito que em ti também.
Trabalhamos, cuidamos dos nossos filhos, da nossa família, dos nossos bens, conquistados com esforço, e, de repente, somos atingidos na alma, por ‘sem-vergonhas’, que, ao agredir um trabalhador no caminho para seu lar, deixam a sensação da insegurança entre nós.

E o mais triste da história, é que aconteceu aqui, em nosso meio. Não é um fato relatado na grande imprensa, dos grandes centros, onde o povo está acostumado com barbáries deste tipo. É, acostumado – vê se pode!! É algo ocorrido aqui, em nossa pacata cidade.
Fica a pergunta, há tempos circulando na cabeça de homens de bem: - onde vamos parar?
A resposta: um silêncio infinito, pois não sabemos.

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Há dias tenho falado aqui neste espaço sobre o idoso e da atenção que ele merece. E nestes dias, entre uma edição e outra, tantos fatos estavam a ocorrer em nosso meio.
Vivíamos uma programação intensa do Mês do Idoso, com dezenas de atividades, envolvendo estudantes, jovens, profissionais das mais diversas áreas e idosos dos grupos da Terceira Idade.
Tivemos uma Feira do Livro, e nela, o lançamento de uma obra organizada e planejada pela Coordenadoria de Políticas do Idoso, cuja apresentação do trabalho foi recheada de emoção.
Nossos ‘velhinhos’ – e os trato assim com o carinho e respeito que eles merecem – escritores, narraram nas páginas de um livro histórico, suas histórias de vida.
São vivências de um tempo que não volta mais, mas, que, resgatado em uma obra, deixa registrado para as futuras gerações. Uma bela iniciativa do Gabinete da Vice-prefeita de Santa Rosa.   
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Um adeus, assim, repentino. Sem aviso antecipado. Um misto de surpresa e dor.
Um silêncio profundo. Uma dor doída.
Uma pergunta. Uma saudade. Uma lembrança. Uma lágrima.

E sem respostas.


domingo, 9 de outubro de 2011

O que vamos fazer com nossos avós?

Santa Rosa tem se destacado ao longo de sua história pelo processo de mobilização em torno de propostas que visam o bem comum. Isto, antes mesmo da Colônia se tornar município, há 80 anos.
São inúmeras as realizações, que nasceram a partir do esforço coletivo, impulsionado pelo espírito empreendedor e vocacionado ao voluntariado de nossa gente.
Bom, temos uma nova batalha pela frente, caro santa-rosense. O Lar do Idoso vai precisar de nossa atenção especial.
Criado em 1950, por um grupo de mulheres que buscavam, em comum, desenvolver uma atividade social, o Lar acolhe hoje, mais de 100 pessoas.
São homens e mulheres que – por várias e diversas razões – ali encontraram abrigo, acolhida e o carinho que – em muitos casos – deixaram de ter em seu próprio seio familiar.
Mas parece que o sossego daquele ambiente – tão cheio de vida – vai acabar, a menos que façamos algo, e urgente.
Para cumprir regras – que são importantes e necessárias – o Lar dos Idosos terá que investir, e pesado, em reforma e ampliação de seu espaço físico. Valores que atingem a cifra de R$ 1 milhão.
E, se isto não ocorrer? Bom, caso a Associação de Damas de Caridade, esta entidade formada por mulheres que reservam um pouco do seu tempo para manter aquele ambiente, e transformá-lo, cada vez mais em um lugar de acolhimento e com cara de lar, não conseguir avançar, alguns “velhinhos” terão deixar o local.
Isto mesmo. Serão devolvidos para os ‘lares’ de onde vieram. Sabe, aquelas casas onde os que ficaram – e cujo sangue que escorre nas veias é o mesmo – vivem felizes? Pois é, terão que acolher um ilustre ‘conhecido’.
Meus caros. O Ministério Público está cumprindo seu papel. O Lar do Idoso não tem espaço físico suficiente para atender os mais de 100 que lá estão. Sua estrutura se for apenas reformada e ajustada, tem capacidade para 60 residente, ou seja, mais de 40 terão que sair.
Por mais que sejam bem cuidados pela equipe de profissionais que lá trabalham, as normas exigem melhorias necessárias e imprescindíveis no local, como, por exemplo, a instalação de um banheiro em cada cômodo.
Como disse, temos uma batalha pela frente. Precisamos ajudar. Façamos nossa parte – primeiro, cuidando melhor dos nossos avós, que merecem respeito e dignidade, até porque amanhã seremos nós. Depois, somando-se aos esforços da Associação, a fim de que ‘a casa não caía’.
Mobilização já. Vamos cobrar isto de nós mesmos, dos nossos vizinhos e dos nossos governantes. 

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Falar de mim...falar da vida


Neste sábado, 1º de outubro, completo 25 anos de profissão. Bodas de Prata na Empresa Jornalística Noroeste. Duas décadas e meia de dedicação contínua e – apaixonada – pela função que exerço.
Tinha 16 anos, e cheio de sonhos, quando assinei minha Carteira de Trabalho. Lembro-me bem, eu, acompanhado de minha saudosa mamãe, assinando o contrato - aliás, como esquecer, se o guardo até hoje? E papai em casa, orgulhoso a me esperar para saber das novidades.
Na Rádio Noroeste, meu primeiro emprego, passava a dedicar-me a um trabalho que me enchia de alegria e satisfação.
Os donos das mais belas vozes, as figuras mais populares da cidade, os mais comunicativos e seus programas campeões de audiência (como o Oh de Casa! Do Mauri Carlos, até hoje no ar...), tudo passando a fazer parte do meu dia a dia, da minha história.
Minha estréia foi na central técnica, como operador de áudio. Trabalhei com toca discos, LPs, fitas K7, cartuchos....enfim, uma infinidade de equipamentos que hoje são parte de um museu (só eles).
Foi um processo de amadurecimento, de crescimento, como profissional e como ser humano.
Vibrava com as perdas e ganhos de uma sociedade, que aprendeu a ver no rádio e seus profissionais, o canal aberto – e democrático – para seus anseios, suas queixas.
Trabalhei com profissionais que fizeram história, e que deixaram saudade - Clóvis Cerutti, Paulo Heitor Fernandes, Toni Tadeu, Carmem La Rocca, João Raul...
Experimentei o sabor da popularidade de um rádio comunitário com Sávio Araújo e vi uma cidade demonstrar ser voluntária e solidária, marca presente nos dias atuais.
Me tornei Sorriso, que virou sobrenome (ninguém acredita que não é). E aí de mim, se não sorrir (é o preço).
As coisas mudaram, a cidade mudou, as pessoas mudaram – meus cabelos também...
Relato isto, caro leitor Das Coisa que Vi, não para falar de mim (mesmo o fazendo), mas para ressaltar a importância de uma palavra que considero: Oportunidade. Eu tive, e aproveitei. E fazendo jus, cresci.
Na vida, são várias e diversas as situações em que ela, a oportunidade aparece e, em muitas vezes, não sabemos dar o devido valor.
Diz uma lenda, que um homem pedia a Deus a oportunidade, só uma, de ser famoso, ser lembrado pela humanidade pelo seu feito. Todas as noites, olhava ao céu e rezava pedindo para ser atendido.
Eis que um dia, em sua cidade, uma multidão circulava para lá e para cá, devido ao recenseamento. Alguém bate em sua porta a pedir um lugar para ficar. Era um casal, cuja mulher estava para dar a luz. Distraído a olhar estrelas e reforçar seu pedido aos céus, ele nem notou o não dado por sua esposa aos ‘imigrantes’.
Naquela noite, uma estrela, por muito tempo brilhou, e ele ali, a espera por uma oportunidade. Naquela noite, em uma estrebaria, por não ter tido uma oportunidade, um menino nasceu em meios aos animais...    

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

O idoso

Estamos vivendo mais uma semana do idoso. Aqui, ali, em todo o lugar, atividades concentram atenções para o tema.
Debate-se políticas públicas para atender homens e mulheres que conseguiram vencer etapas e chegar firmes e fortes na chamada terceira idade.
Olha-se com mais atenção para um Estatuto criado – e que pena que tem que ser assim – para dar melhores garantias a esta importante faixa da população.
Mas tem algo fascinante na tal da “velhice”. Vejo além dos cabelos brancos, mais do que as “marcas do tempo”. Vejo sabedoria.
Aliás, que é conquistada passo a passo, ano após ano.
Fico a imaginar, ao ver um idoso a passar por mim: quanta coisa ele tem para ensinar. Quanta experiência adquirida.
Acho linda a velhice. Mas ela me incomoda. Lembro dos meus pais, já não mais presentes e me arrependo das coisas que não pude apreciar junto deles.
Acho linda a velhice. Mas me entristece. Quando percebo que para muitos vovôs, cheios de lições, a reta final de suas vidas é a solidão em um quarto de um asilo.
Tudo bem, que em muitos lugares, são mais cuidados do que no berço familiar. Mas tinha que ser assim?
Acho lindo a velhice. Fico feliz ao ver a vitalidade de muitos, recomeçando aos 60, ao se reencontrar nos grupos da terceira idade. Quanta festa, quanta alegria, quanta disposição.
A prova viva de que é possível sim, ter um destino diferente. De que a dor pode ficar de lado, cicatrizada, e seguir em frente.
Viver, fazer amigos, amar. É, amar!!! Quem diria. O amor está presente, vivo, apaixonadamente a chama acesa, a mostrar a beleza de tão nobre sentimento.
“Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a . Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem, Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos aos, estes ainda reservam prazeres”, disse Sêneca. E é assim, de fato.
Eu, como já afirmara no livro “De outras Almas”, lançado por mim e Clairto Martin, em 2006, não tenho medo da velhice “afinal, é o ciclo da vida. Não são as rugas no rosto, ou os cabelos brancos (que aliás, adoro!) que me incomodam. Meu medo é me afastar da criança que mora em mim”.
Bom, nesta semana especial do idoso, que saibamos olhar o outro – e a nós mesmos – e reconhecer que o trem da vida segue seu curso, e queremos estar nele, a desembarcar felizes em muitas estações e nelas, apreciar o belo, antes da parada final.
“...Quem dera, diferente fosse
E eu não vivesse sozinho
Quando chegasse aos 70
Cercado de amor e carinho....
Que fosse meu lar, minha pátria
E que os meus continuassem ao meu lado
Mesmo com o peso da idade
Poder amar e ser amado.” (Claudiomiro Sorriso)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Um olhar para a vida

Refletir sobre a vida...sempre na pauta.
Assim devemos agir. Assim, nos portar e, assim, apreciar erros e acertos.
Não importa o tamanho de nossos tropeços. O que vale é reconhecer-se no caminho. E ter a tranqüilidade em avaliar se o passo dado foi o correto.
Até porque, independente da ação, só vai valer a atitude se ela for marcada pelo que de verdadeiro e bom ela deixar no outro.
Eis a receita. Caminharmos a fim de deixar nossas marcas. O que estão sendo avaliadas são nossas atitudes.
O tempo passa rápido demais e, nesta velocidade incalculável, nos perdemos nas esperas.
Bom, esperamos muito, de muitos, quase sempre.
Mas, como já disse William Shakespeare, “o tempo é algo que não volta atrás. Por isso plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores”.
Que saibamos, então, avaliar. Olhar para nós mesmos, corrigir nossas falhas, buscar aprender sempre mais nesta experiência de ser Humano.
Ah, e um detalhe, olhar para frente, nunca se martirizar pelos erros cometidos – por nós ou cronta nós.
Responda: o que você faz com o mal que o mal te faz? Se abate, se entrega e insiste em rebuscar a dor, que espera ser sepultada? Ou a joga fora, distante, tirando do momento apenas a experiência?
Como já disse o poeta, “quem quiser vencer na vida deve fazer como os seus sábios: mesmo com a alma partida, ter um sorriso nos lábios”. Profundo, não?. Difícil? Sim, difícil demais. Mas aí está a diferença, aí reside o alimento da vida. Buscar nas quedas e decepções, o aprendizado, o humano amor, a fortaleza.
Se não, nada valerá à pena. Pois, é de Oscar Wilde, dramaturgo, escritor e poeta irlandês, uma das frases mais marcantes em se tratando de acertos ou não: A experiência, diz ele, é o nome que damos aos nossos erros.
Então, olhemos para nossa vida e as experiências adquiridas, como complementos para a caminhada.
E que, ao errarmos, tenhamos a coragem de virar a página, como afirma o Pe. Fábio de Melo: “a experiência dos erros é tão importante quanto a experiência dos acertos, porque, vistas de um jeito certo, os erros nos preparam para nossas vitórias. Erros, não tem que ser fonte de culpas, de vergonhas...”.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Bom, útil e verdadeiro


Fiquei a refletir nos últimos dias a respeito de um texto atribuído a Sócrates, grande filósofo da Antiga Grécia (claro que não foi ele.....mas, vale a mensagem), no qual ele chama a atenção de um amigo por seu jeito de contar a outros uma novidade sobre alguém.
Ao aplicar o que chamou de Filtro Triplo, "Sócrates" dá uma grande lição, não só ao amigo, mas também à humanidade.
Quando alguém lhe perguntou: - sabe o que eu acabei de ouvir acerca daquele teu amigo? Eis que "Sócrates" respondeu: Antes que me digas alguma coisa, gostaria de te fazer um teste. Chama-se o "Teste do Filtro Triplo".
Filtre muito bem aquilo que vais dizer.
O primeiro filtro é a VERDADE. Tens a certeza absoluta de que aquilo que me vais dizer é perfeitamente verdadeiro?
O segundo é a BONDADE.  Responda-me agora: o que me vais dizer sobre o meu amigo é algo bom?
O terceiro filtro é a UTILIDADE. Por isso, me esclareça: o que me vais dizer sobre o meu amigo será útil para mim?
Se o que me dirás não é nem bom, nem útil e muito menos verdadeiro, para que dizer-me?
Então caro leitor Das Coisas que Vi, está aí um desafio que deveríamos ter na pauta do dia, como prioridade.
Avalie. Este ensinamento pode ser utilizado para filtrar o que as pessoas queiram nos dizer ou o que queremos dizer aos outros.
Quantas vezes nos pegamos a contar ‘verdades’ sobre nossos conhecidos, colegas, chefes, a partir do que ouvimos dos outros. Não nos preocupamos em avaliar o teor do conteúdo e damos um jeito de ‘passar’ adiante a informação.
“Sabe da última?”. Sempre tem alguém com uma novidade para contar. Aliás, nós também. Mas, na maioria das vezes, distribui-se ‘democraticamente’ estas verdades, que vão causar estragos desnecessários. A menos que a pretensão seja esta.
A inveja, em muitas vezes, é o ingrediente número 1 para que as conversas se espalhem e tomem proporções descabidas.
Aliás, o invejoso sempre acredita que o jardim do vizinho é mais bonito, mais colorido, melhor organizado, tão cheio de vida.
Esquece ele de olhar para seu espaço, de apreciar o que é seu, e, desta forma, cuidar para que continue a ser florido, perfumado, tanto quanto o do vizinho.
Ah, a inveja. Destrói, sim, mas, mais o invejoso, que deixa de viver, do que a ‘vítima’ escolhida.
Então, que possamos fazer o exercício diário sugerido por Sócrates. Usar o filtro triplo.
Avaliar bem os fatos. Saber se é verdadeiro, bom e útil. Desta forma, seremos mais felizes, pois, não será nossa voz a portadora de ‘falsas’ verdades sobre o outro.
E como disse um amigo meu, “se for falar de mim, me chama. Sei tantas coisas a meu respeito...”
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“Se meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades a respeito deles”. - Adlai Stevenson

sábado, 3 de setembro de 2011

Viver prá mim é Cristo


                                                
Uma das mais belas canções do Pe. Fábio de Melo....Aprecie, e comprove!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Setembro no ar!


Então, setembro. As flores, os amores. A vida a se renovar.  Adoro!   Sei que alguns vão sofrer, devido à renite alérgica - ah, mas as flores da nova estação...A cidade se transforma – pelo menos, no meu olhar poético – fica mais bela, mais colorida, mais perfumada – não em certa região, cujo ‘aroma’ insiste em continuar não sendo dos melhores (preço do progresso - !?).


Ipê florido, na minha Santa -e bela - Rosa. 
Adoro setembro, dos jardins floridos, dos ipês nas calçadas, da rosa roubada, do amor a desabrochar  em mais uma primavera.
Se estamos aqui, bem-vindo setembro - vencemos agosto -, sobrevivemos! Então, brindamos a vida. 
Adoro setembro, do amor à pátria – as duas (país e o Rio Grande), lembradas pela chama acesa, o desfile cívico, bandeiras tremulando, o hino -...sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra... – o bater de cascos na avenida, o tradicionalismo expressado no jeito de ser do gaúcho, da bombacha.
Aliás, nos últimos dias, uma trilha sonora vinda de longe, me remeteu à infância. Bandas marciais ensaiando, em preparativo ao desfile de 7 de setembro. Lembrei-me dos tempos de guri, da calça azul marinho, da conga (será que existe ainda?), dos ensaios, da marcha, de hastear a bandeira e em sinal de respeito, cantar o Hino Nacional (que ainda me emociona quando ouço), da sensação indescritível de entrar na avenida (era na Rio Branco), desfilar com minha escola e depois, do dever cumprido, correr à  arquibancada para apreciar os demais (aguardando ansiosamente os soldados...).
Adoro setembro, e seu clima agradável – nem frio, nem calor – anunciando o verão.
Setembro é também o mês da contagem regressiva, da véspera: três meses para o final do ano (oba!!!).
Então, setembro é assim....clima festivo e cheiro de amor no ar. Viva, ame, se apaixone, seja feliz. 
Ah, e por falar nisto: ‘apaixonar-se, é descobrir jardins secretos...”

“....Então, é primavera, te amo...trago estas rosas, para lhe dar”...(Tim Maia)

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Quando eu tiver 70

 
Claudiomiro Sorriso....um sonhador, aos 10 anos




O tempo passa depressa
É como vento a soprar
Deixa marcas presentes
E um passado a perguntar


Como será o amanhã
Em que a solidão vem reinar?
Como serei afinal
Quando a velhice me alcançar?


Eu de cabelos brancos
Sentindo o peso da idade
Será que serei mais um
A questionar a saudade?


Porque não vivi os amores
E as dores de cada adeus
Porque me questionei tanto
E as vezes briguei com Deus?


Viver é amar o dia
E tudo o que nele é lindo
Entender as transformações
E dizer, Novo Tempo, bem-vindo!


Quem dera, diferente fosse
E eu não vivesse sozinho
Quando chegasse aos 70
Cercado de amor e carinho.


Que fosse meu lar, minha pátria
E que os meus continuassem ao meu lado
Mesmo com o peso da idade
Poder amar e ser amado.


                                                                           Do meu livro "De outras Almas"

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Jogue fora as pedras


O autor do texto a seguir, desconheço. Foi lido no Programa Direção Espiritual pelo Pe. Fábio de Melo na Canção Nova. 
Não farei nenhum comentário a respeito, apenas, compartilho com você caro amigo. Depois de ler, você não será o mesmo, pode acreditar!
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Certo dia, um professor atento ao comportamento dos seus alunos observou que poderia ajudá-los a resolver alguns problemas de cunho íntimo, e propôs uma atividade.
Pediu a todos que levassem uma sacola e algumas pedras, de vários tamanhos e formas para a próxima aula. No dia seguinte, orientou que cada um escolhesse uma pedra e escrevesse nela o nome de cada pessoa de quem sentiam mágoa, inveja, rancor, ou ciúme. A pedra deveria ser escolhida conforme o tamanho do sentimento.
Depois que todos haviam terminado a tarefa, o professor pediu que eles colocassem as pedras na sacola e a carregassem junto ao corpo para todos os lugares onde fossem, dia e noite.
Se alguma pessoa viesse a lhes causar sofrimento ainda intenso, eles poderiam substituir a pedra menor por uma maior. E se uma nova pessoa os magoasse, deveriam escolher uma nova pedra, escrever o nome dela e colocar na sacola. E quem resolvesse o problema com algumas das pessoas cujos nomes haviam escrito nas pedras, poderiam retirar a pedra e lançá-la fora. Assim foi feito. Algumas sacolas ficaram cheias e pesadas, mas ninguém reclamou.
Naturalmente, com o passar dos dias, o conteúdo das sacolas aumentou em vez de diminuir. O incômodo de carregar aquele peso se tornava cada vez mais evidente.
Com o passar dos dias os alunos começaram a mostrar descontentamento. Afinal de contas, estavam sendo privados de muitos movimentos, pois as pedras pesavam, e alguns ferimentos surgiram, provocados pelas saliências de algumas delas. Para não esquecer a sacola em nenhum lugar, os alunos deixavam de prestar atenção em outras coisas que eram importantes para eles.
Passado algum tempo, os alunos pediram uma reunião com o professor e falaram que não dava mais para continuar a experiência, pois estavam cansados de carregar aquele peso morto, e alguns ferimentos incomodavam.
O professor, que já aguardava pelo momento, falou-lhes com sabedoria: - Essa experiência foi criada para lhes mostrar o tamanho do peso espiritual que a mágoa, a inveja, o rancor ou o ciúme, ocasionam.
Quem mantém esses sentimentos no coração, perde precioso tempo na vida, deixa de prestar atenção em fatos importantes, além de provocar enfermidades como conseqüência.
Esse é o preço que se paga todos os dias para manter a dor e os sentimentos negativos que desejamos guardar conosco. Agora a escolha é de vocês.
Vocês têm duas opções: jogam fora as pedras ou continuam a mantê-las diariamente, desperdiçando forças para carregá-las. Se vocês optarem pela paz íntima terão que se livrar desses sentimentos negativos.
Um a um, os alunos foram se desfazendo das pesadas sacolas, e todos foram unânimes em admitir que estavam se sentindo mais leves, em todos o sentidos.
A proposta era de deixar com as pedras os ressentimentos que cada uma delas representava. E isso dava a cada um a sensação de alívio.
Por fim todos se abraçaram e confessaram que naquele gesto simples descobriram que não vale a pena perder tempo e saúde carregando um fardo inútil e prejudicial.
Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.
Jogue as mágoas fora! Perdoe e deixe ser perdoado!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Um tesouro escondido


Um texto, atribuído a Olavo Bilac, caro leitor Das Coisas que Vi – e Ouvi, é o motivo de minha reflexão de hoje.
“Tesouro escondido” circula há tempos por aí, através de e-mail – em forma de texto ou com belíssimas imagens formatadas em Power Point, na maioria das vezes, com uma trilha música digna de parar com tudo o que se está fazendo apenas para apreciá-la.
A mensagem é fantástica. Fala de um homem a se desfazer de um bem, do qual não dava mais valor, por entender que ali, onde passara boa parte de sua vida não tinha mais o encanto de ‘outrora’.
Para vender sua propriedade, um pequeno sítio localizado a alguns quilômetros da cidade, ele decide então fazer um anúncio em um jornal.
O olhar poético de Olavo Bilac para o ‘produto’ à venda, fez toda a diferença.  
- Senhor Bilac, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anúncio para o jornal?
Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:
"Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas e límpidas águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda".
Assim foi publicado o anúncio. Assim, desta forma romântica e recheada de poesia, a propriedade foi colocada à venda.
Meses depois, encontra-se o poeta com o homem que, perguntado se havia sido bem sucedido na venda do sítio, surpreendentemente respondeu:
- Nem pense mais nisso. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!

Pois bem, caro leitor, onde você se encontra neste cenário literário e ao mesmo tempo tão real? Já se viu em situações assim?
Inúmeras vezes, por inúmeras razões, muitas delas tão sem sentido, nos deparamos com sensações de vazios e de que a vida perdeu a cor, o encanto.
Deixamos de ver o brilho do sol e a luz das estrelas e, diante dos problemas, vendamos nossos olhos.
Claro que há em determinadas situações um peso excessivo na carga a ser carregada, que muitas vezes chegamos a solicitar ajuda para carregarmos a cruz, a nossa cruz.
Mas, mesmo assim, é preciso buscar a energia que precisamos para prosseguir a caminhada e, na maioria das vezes, a fonte está logo ali, diante de nossos olhos e que, pela cegueira causada por nossas tristeza, deixamos de vê-la, contemplá-la.
Que façamos então como Olavo Bilac o fez. Olhamos com outros olhos, mais humanos, mais poéticos e mais profundos para nossa vida e a tudo que a nós pertence – dores e alegrias.  
Quem sabe, naquilo que insiste em nos tirar o brilho e nos trazer a lágrima, possamos encontrar o antídoto da felicidade. Quem sabe!
Tentamos, pelo menos. Mas tem que ser hoje, agora, já. Antes que, na tentativa de jogar fora aquilo que parece não ter valor, venhamos a perder o grande tesouro escondido.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Qual é tua bandeira???


Você tem bandeiras? O que você defende? Quais são os seus sonhos?
Os questionamentos, caro leitor, podem parecer – num primeiro olhar – curiosos demais, mas, se forem levados para o campo da reflexão, são partes necessárias do nosso cotidiano.
Suas respostas nos situam no tempo e no espaço. Nos fazem seguir em frente ou nos manter no ponto em que nos encontramos.
Ter bandeiras.... Está aí uma questão pertinente. Qual é a tua, afinal?
Há 80 anos, um grupo de moradores da Colônia 14 de Julho, área que pertencia ao município de Santo Ângelo, via tornar-se real um sonho acalentado. Na verdade, os pioneiros desta terra, hoje conhecida como O Berço Nacional da Soja, tinham uma bandeira, que empunharam e a defenderam: a emancipação.
Aliás, ao longo das décadas, líderes desta terra empunharam tantas outras bandeiras – tão audaciosas quanto esta que culminou na transformação da vila em município.
Sonhos acalentados e cultivados com garra, determinação e coragem.
Agricultores nas ruas, liderados pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais, cuja lembrança do movimento em defesa da terra e de melhores condições de trabalho encontram-se registradas em fotos históricas; o desejo de desportistas de ver um clube local na divisão principal, entre os melhores do Estado; a consolidação de um projeto que transformaria a economia regional com o surgimento de um frigorífico de aves; a ponte internacional ligando o Brasil à Argentina – ainda resistindo – , para citar algumas, foram bandeiras defendidas por aqui.
A luta pelas eleições diretas no Brasil, a volta da democracia, ‘os caras pintadas’ pelo impeachment de Collor (alguém lembra?), nos mostraram em um passado recente que as bandeiras podiam ser coletivas, que era necessário defendê-las.
É verdade que atualmente convivemos com uma geração que nem bandeira possui. Não briga, não questiona (será que tem sonhos?).
Está tranqüila, porque tudo a sua volta está ‘na boa’. Deu certo, ou não, não importa. A vida segue seu rumo, o rio segue seu curso. 
Se antes éramos guiados por canções que tornaram hinos (vem vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer..), hoje, os hits mostram que a vida é uma festa (sou f... na cama te esculacho, na sala ou no quarto no beco ou no carro...)
Aliás, diante de cenários desoladores, onde as manchetes insistem em querer nos convencer que tudo é normal (roubos, desvios, corrupção...), silenciamos todos, sem bandeiras para empunhar, defender.
Não aceitamos – mas também não fazemos nada. No máximo, nos indignamos, até o assunto sair das manchetes – e dar lugar a outro grande escândalo. Por quê? O rio segue seu curso. Foi sempre assim, pensamos. Isto nunca vai mudar, dizemos. E então, nos acomodamos – ou seria acovardamos?
Sem bandeiras, sem ideais para defender seguimos, convivendo com um misto de indignação e acomodação. Sei lá, vai que alguém tome coragem e faça o que é preciso fazer – pensamos. E o rio? Ah, sim, ele segue seu curso.
E as bandeiras? Quem sabe nos dignamos a empunhar alguma e – fortalecidos – possamos sair em sua defesa. Pelo coletivo. Quem sabe?