quinta-feira, 16 de agosto de 2012

O preço para ser feliz


“Pra ser feliz, o quanto de dinheiro eu preciso? Como é que se conquista o paraíso? Quanto custa, pro verdadeiro sorriso, brotar do coração?”.
Estes questionamentos são versos da canção Pra ser feliz, recém lançada em todo o país pelo cantor Daniel.
Trata-se de uma música, cuja proposta chama para a reflexão. Mostra, caro leitor, que é preciso desarmar o espírito para o encontro da verdadeira felicidade.
Mas, e aonde é que a encontramos?
Já disse aqui, meu caro, o quanto é demasiado preocupante nosso ritmo diário, e seu efeito para a nossa vida, nosso futuro.
Corremos atrás da felicidade, para no final, ver que ela estava tão perto, nas coisas mais simples. Acontece que o tempo passa depressa e muitos poderão correr o risco de perceber tarde demais.
“Às vezes é mais fácil reclamar da sorte do que na diversidade ser mais forte. Querer subir, sem batalhar, pedir carinho, sem se dar. Sem olhar do lado”, inicia assim a canção de Daniel, lembrando-nos de que é preciso ‘enfrentar’ os problemas de ‘frente’ – redundante, não? –. Mas é fato.
Diante de dificuldades, muitos se escondem, reclamam, queixam. Ficam assim, à espera de um milagre. Transformam seus problemas – indiferente do tamanho real – em gigantescas preocupações. Então, além de correr sem direção, passam a sofrer por antecipação, por não encontrarem respostas, portas, caminhos. E assim, passam a ser indiferente aos demais. – Só eu tenho problemas. Somente eu sou a vítima – afirmam, sem notar, que há muitos a sofrer ao seu lado, bem próximo, e que, se tivessem a mão amiga, o abraço fraterno, além de se sentirem melhor, poderiam ser o antídoto de suas próprias dores.
“Já imaginou de onde vem a luz de um cego. Já cogitou descer de cima do seu ego? Tem tanta gente por aí na exclusão, e ainda sorri...”, lembram os versos, como se quisesse apontar que a receita é essa. Sabermos traduzir emoções. Ver que no sorriso do outro há uma resposta aos nossos anseios.....Podemos vencer os desafios se enfrentarmos problemas de cabeça erguida. “Talvez a chave seja a simplicidade. Talvez prestar mais atenção na realidade.....Porque não ver como lição, o exemplo de superação de tantas pessoas?”, ressalta Daniel – que aliás, em seu clip oficial da canção, expõe cenas que ajudam na reflexão.
É meu caro, neste espaço, tenho trazido mais perguntas do que respostas. Mas tenho tentado apontar para esta direção: nossa missão é ser feliz. É aprender esta bela arte de ser Humano. E superando obstáculos, levantar a cada tombo, sorrindo para o novo dia, a nova oportunidade, os novos desafios.
Que saibamos ser feliz e encontremos respostas para a indagação feita por Daniel: “Quanto custa, pro verdadeiro sorriso, brotar do coração?”.......

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Falando em política...


Eles estão nas ruas. Bandeiras em punho, material impresso na mão, jingles tocando e militância acompanhando. A campanha política, mesmo que de forma tímida, está aí.
Bom caro amigo, estou falando de política neste espaço criado com a proposta de falar de tudo, menos deste tema. Mas não tem jeito. Este momento me encanta, é especial.
Principalmente por ser uma eleição em âmbito municipal, e cujo pleito mexe com a vida de tanta gente ao nosso redor.
Então, preciso dizer. Gosto de ver bandeiras tremulando e pessoas identificadas com elas. Gosto de receber os chamados ‘santinhos’ (quem será que deu este nome), de ouvir candidatos, e saber de suas propostas. Afinal, o que eles falam que pretendem fazer diz respeito a mim, aos meus, a todos nós. Então, antes da escolha, é preciso ouvi-los.
São homens e mulheres (em menos quantidade, é bem verdade) que merecem consideração. Sei de muitos, como você caro leitor, que diz não gostar da política – e de políticos – e que, por causa de tantas ‘lambanças’ por aí a fora, ficou desacreditado destes que, em muitas vezes acabaram por não cumprirem seu papel após receberem seu voto. Mas sei também, que desde que a democracia passou a vigorar e nos dar o direito a escolher representantes, temos mais voz, e vez. Viva a democracia – apesar de tantos erros, avançamos (e isto é bom).
Então, convido-o a uma reflexão. Neste período de campanha nas ruas (e logo vem o horário eleitoral no rádio e TV), que saibamos olhar para aquele vizinho, aquele colega, aquele conhecido da gente – pessoas a quem sempre nos relacionamos bem – com o mesmo respeito.
Veja bem, ele não mudou. Ele teve a coragem que você não teve. Ele ousou sonhar, fazer a diferença. Ao invés de criticar, decidiu em fazer história.
Agora, sendo eleito, ele fará as mudanças necessárias? Vai corresponder a suas expectativas? Isto, só o tempo dirá. O fato, é que em nossas mãos, temos uma arma poderosa: o voto. Saibamos usá-la.
Pois é. Você deve estar pensando: a coluna não falou do cotidiano, não falou da vida, das relações humanas...
E eu lhe digo. Falei sim. Em cada palavra, em cada frase. Afinal, fazer política é sonhar com um lugar mais digno, melhor, é ter ideal – independente das cores partidárias.   
E tudo isso, resumo nos versos da canção Gente Humilde, composta por Garoto e Vinicius de Moraes:
Tem certos dias, em que eu penso em minha gente
E sinto assim todo o meu peito se apertar
Porque parece que acontece de repente
Como um desejo de eu viver sem me notar
Igual a tudo quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem vindo de trem de algum lugar
E aí me dá como uma inveja dessa gente
Que vai em frente sem nem ter com quem contar
São casas simples com cadeiras na calçada
E na fachada escrito em cima que é um lar
.....
Pela varanda flores tristes e baldias
Como a alegria que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza no meu peito
Feito um despeito de eu não ter como lutar
E eu que não creio peço a Deus por minha gente
É gente humilde que vontade de chorar