sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Sem respostas...

Tento compreender. Não consigo. Busco respostas, não as encontro. Fica o gosto amargo da impotência, da derrota, da desilusão.
São notícias que chocam, que machucam, que entristecem.
O que leva homens a agredir uma pessoa na rua, até roubar-lhe a vida? Agressões que doem na pele, na alma, não só da vítima, mas dos familiares, dos amigos e também da sociedade.
Isto mesmo, meus caros, a agressão sofrida recentemente por um cidadão em Santa Rosa, por malandros que queriam seu dinheiro, também doeu em mim, e acredito que em ti também.
Trabalhamos, cuidamos dos nossos filhos, da nossa família, dos nossos bens, conquistados com esforço, e, de repente, somos atingidos na alma, por ‘sem-vergonhas’, que, ao agredir um trabalhador no caminho para seu lar, deixam a sensação da insegurança entre nós.

E o mais triste da história, é que aconteceu aqui, em nosso meio. Não é um fato relatado na grande imprensa, dos grandes centros, onde o povo está acostumado com barbáries deste tipo. É, acostumado – vê se pode!! É algo ocorrido aqui, em nossa pacata cidade.
Fica a pergunta, há tempos circulando na cabeça de homens de bem: - onde vamos parar?
A resposta: um silêncio infinito, pois não sabemos.

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Há dias tenho falado aqui neste espaço sobre o idoso e da atenção que ele merece. E nestes dias, entre uma edição e outra, tantos fatos estavam a ocorrer em nosso meio.
Vivíamos uma programação intensa do Mês do Idoso, com dezenas de atividades, envolvendo estudantes, jovens, profissionais das mais diversas áreas e idosos dos grupos da Terceira Idade.
Tivemos uma Feira do Livro, e nela, o lançamento de uma obra organizada e planejada pela Coordenadoria de Políticas do Idoso, cuja apresentação do trabalho foi recheada de emoção.
Nossos ‘velhinhos’ – e os trato assim com o carinho e respeito que eles merecem – escritores, narraram nas páginas de um livro histórico, suas histórias de vida.
São vivências de um tempo que não volta mais, mas, que, resgatado em uma obra, deixa registrado para as futuras gerações. Uma bela iniciativa do Gabinete da Vice-prefeita de Santa Rosa.   
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Um adeus, assim, repentino. Sem aviso antecipado. Um misto de surpresa e dor.
Um silêncio profundo. Uma dor doída.
Uma pergunta. Uma saudade. Uma lembrança. Uma lágrima.

E sem respostas.


domingo, 9 de outubro de 2011

O que vamos fazer com nossos avós?

Santa Rosa tem se destacado ao longo de sua história pelo processo de mobilização em torno de propostas que visam o bem comum. Isto, antes mesmo da Colônia se tornar município, há 80 anos.
São inúmeras as realizações, que nasceram a partir do esforço coletivo, impulsionado pelo espírito empreendedor e vocacionado ao voluntariado de nossa gente.
Bom, temos uma nova batalha pela frente, caro santa-rosense. O Lar do Idoso vai precisar de nossa atenção especial.
Criado em 1950, por um grupo de mulheres que buscavam, em comum, desenvolver uma atividade social, o Lar acolhe hoje, mais de 100 pessoas.
São homens e mulheres que – por várias e diversas razões – ali encontraram abrigo, acolhida e o carinho que – em muitos casos – deixaram de ter em seu próprio seio familiar.
Mas parece que o sossego daquele ambiente – tão cheio de vida – vai acabar, a menos que façamos algo, e urgente.
Para cumprir regras – que são importantes e necessárias – o Lar dos Idosos terá que investir, e pesado, em reforma e ampliação de seu espaço físico. Valores que atingem a cifra de R$ 1 milhão.
E, se isto não ocorrer? Bom, caso a Associação de Damas de Caridade, esta entidade formada por mulheres que reservam um pouco do seu tempo para manter aquele ambiente, e transformá-lo, cada vez mais em um lugar de acolhimento e com cara de lar, não conseguir avançar, alguns “velhinhos” terão deixar o local.
Isto mesmo. Serão devolvidos para os ‘lares’ de onde vieram. Sabe, aquelas casas onde os que ficaram – e cujo sangue que escorre nas veias é o mesmo – vivem felizes? Pois é, terão que acolher um ilustre ‘conhecido’.
Meus caros. O Ministério Público está cumprindo seu papel. O Lar do Idoso não tem espaço físico suficiente para atender os mais de 100 que lá estão. Sua estrutura se for apenas reformada e ajustada, tem capacidade para 60 residente, ou seja, mais de 40 terão que sair.
Por mais que sejam bem cuidados pela equipe de profissionais que lá trabalham, as normas exigem melhorias necessárias e imprescindíveis no local, como, por exemplo, a instalação de um banheiro em cada cômodo.
Como disse, temos uma batalha pela frente. Precisamos ajudar. Façamos nossa parte – primeiro, cuidando melhor dos nossos avós, que merecem respeito e dignidade, até porque amanhã seremos nós. Depois, somando-se aos esforços da Associação, a fim de que ‘a casa não caía’.
Mobilização já. Vamos cobrar isto de nós mesmos, dos nossos vizinhos e dos nossos governantes.