domingo, 9 de outubro de 2011

O que vamos fazer com nossos avós?

Santa Rosa tem se destacado ao longo de sua história pelo processo de mobilização em torno de propostas que visam o bem comum. Isto, antes mesmo da Colônia se tornar município, há 80 anos.
São inúmeras as realizações, que nasceram a partir do esforço coletivo, impulsionado pelo espírito empreendedor e vocacionado ao voluntariado de nossa gente.
Bom, temos uma nova batalha pela frente, caro santa-rosense. O Lar do Idoso vai precisar de nossa atenção especial.
Criado em 1950, por um grupo de mulheres que buscavam, em comum, desenvolver uma atividade social, o Lar acolhe hoje, mais de 100 pessoas.
São homens e mulheres que – por várias e diversas razões – ali encontraram abrigo, acolhida e o carinho que – em muitos casos – deixaram de ter em seu próprio seio familiar.
Mas parece que o sossego daquele ambiente – tão cheio de vida – vai acabar, a menos que façamos algo, e urgente.
Para cumprir regras – que são importantes e necessárias – o Lar dos Idosos terá que investir, e pesado, em reforma e ampliação de seu espaço físico. Valores que atingem a cifra de R$ 1 milhão.
E, se isto não ocorrer? Bom, caso a Associação de Damas de Caridade, esta entidade formada por mulheres que reservam um pouco do seu tempo para manter aquele ambiente, e transformá-lo, cada vez mais em um lugar de acolhimento e com cara de lar, não conseguir avançar, alguns “velhinhos” terão deixar o local.
Isto mesmo. Serão devolvidos para os ‘lares’ de onde vieram. Sabe, aquelas casas onde os que ficaram – e cujo sangue que escorre nas veias é o mesmo – vivem felizes? Pois é, terão que acolher um ilustre ‘conhecido’.
Meus caros. O Ministério Público está cumprindo seu papel. O Lar do Idoso não tem espaço físico suficiente para atender os mais de 100 que lá estão. Sua estrutura se for apenas reformada e ajustada, tem capacidade para 60 residente, ou seja, mais de 40 terão que sair.
Por mais que sejam bem cuidados pela equipe de profissionais que lá trabalham, as normas exigem melhorias necessárias e imprescindíveis no local, como, por exemplo, a instalação de um banheiro em cada cômodo.
Como disse, temos uma batalha pela frente. Precisamos ajudar. Façamos nossa parte – primeiro, cuidando melhor dos nossos avós, que merecem respeito e dignidade, até porque amanhã seremos nós. Depois, somando-se aos esforços da Associação, a fim de que ‘a casa não caía’.
Mobilização já. Vamos cobrar isto de nós mesmos, dos nossos vizinhos e dos nossos governantes. 

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