sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Falar de mim...falar da vida


Neste sábado, 1º de outubro, completo 25 anos de profissão. Bodas de Prata na Empresa Jornalística Noroeste. Duas décadas e meia de dedicação contínua e – apaixonada – pela função que exerço.
Tinha 16 anos, e cheio de sonhos, quando assinei minha Carteira de Trabalho. Lembro-me bem, eu, acompanhado de minha saudosa mamãe, assinando o contrato - aliás, como esquecer, se o guardo até hoje? E papai em casa, orgulhoso a me esperar para saber das novidades.
Na Rádio Noroeste, meu primeiro emprego, passava a dedicar-me a um trabalho que me enchia de alegria e satisfação.
Os donos das mais belas vozes, as figuras mais populares da cidade, os mais comunicativos e seus programas campeões de audiência (como o Oh de Casa! Do Mauri Carlos, até hoje no ar...), tudo passando a fazer parte do meu dia a dia, da minha história.
Minha estréia foi na central técnica, como operador de áudio. Trabalhei com toca discos, LPs, fitas K7, cartuchos....enfim, uma infinidade de equipamentos que hoje são parte de um museu (só eles).
Foi um processo de amadurecimento, de crescimento, como profissional e como ser humano.
Vibrava com as perdas e ganhos de uma sociedade, que aprendeu a ver no rádio e seus profissionais, o canal aberto – e democrático – para seus anseios, suas queixas.
Trabalhei com profissionais que fizeram história, e que deixaram saudade - Clóvis Cerutti, Paulo Heitor Fernandes, Toni Tadeu, Carmem La Rocca, João Raul...
Experimentei o sabor da popularidade de um rádio comunitário com Sávio Araújo e vi uma cidade demonstrar ser voluntária e solidária, marca presente nos dias atuais.
Me tornei Sorriso, que virou sobrenome (ninguém acredita que não é). E aí de mim, se não sorrir (é o preço).
As coisas mudaram, a cidade mudou, as pessoas mudaram – meus cabelos também...
Relato isto, caro leitor Das Coisa que Vi, não para falar de mim (mesmo o fazendo), mas para ressaltar a importância de uma palavra que considero: Oportunidade. Eu tive, e aproveitei. E fazendo jus, cresci.
Na vida, são várias e diversas as situações em que ela, a oportunidade aparece e, em muitas vezes, não sabemos dar o devido valor.
Diz uma lenda, que um homem pedia a Deus a oportunidade, só uma, de ser famoso, ser lembrado pela humanidade pelo seu feito. Todas as noites, olhava ao céu e rezava pedindo para ser atendido.
Eis que um dia, em sua cidade, uma multidão circulava para lá e para cá, devido ao recenseamento. Alguém bate em sua porta a pedir um lugar para ficar. Era um casal, cuja mulher estava para dar a luz. Distraído a olhar estrelas e reforçar seu pedido aos céus, ele nem notou o não dado por sua esposa aos ‘imigrantes’.
Naquela noite, uma estrela, por muito tempo brilhou, e ele ali, a espera por uma oportunidade. Naquela noite, em uma estrebaria, por não ter tido uma oportunidade, um menino nasceu em meios aos animais...    

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